sexta-feira, 29 de março de 2013

O desconhecido

A sensação do desconhecido 

Crescer é descobrir o desconhecido, (apoiados pelos pais ou não) crescer é uma aventura.

Em adulto muitas vezes desiludimo-nos, porque pensávamos que os adultos eram mais competentes, mais responsáveis e todos os nossos sonhos muitas vezes não se realizam.  

Após as desilusões iniciais os adultos novos e os adultos mais velhos adaptam-se e todos acabam por encontrar o seu papel na sociedade (quase todos pelo menos).

Com a crise as estruturas que nós ainda achávamos que era competentes ameaçam desmoronar-se. 

A União Europeia e os bancos que julgava-mos os lugares mais seguros, correm riscos de se desmembrar.

Quando nomearam Victor Constâncio para o BCE perdi a esperança na competência das estruturas europeias, um homem que foi governador do Banco de Portugal e não fiscalizou nada, era no minimo demitido ou demitia-se por ter falhado a sua missão de fiscalizador.

Os bancos só podiam trabalhar em Portugal se o Banco de Portugal os aprova-se e passassem nas fiscalizações do Banco de Portugal.  Os portugueses depositavam o dinheiro nos bancos porque sabiam que o Banco de Portugal garantia que estes funcionavam como deve ser.  Quando se vê que o BPN foi o buraco que foi e o estado o Nacionalizou  e nós todos temos que andar a pagar esse buraco, o minimo é que o Governador do supervisor seja demitido ou se demita.

Não foi o que aconteceu.  Constâncio ainda foi premiado, foi nomeado para o BCE.  Fantástico.

Na União Europeia quando a Alemanha e França começaram a unir-se e Inglaterra começou com as suas exigências começou a minha desilusão.

Em Portugal o desemprego vem sempre a aumentar, Sócrates prometeu empregos e começou o desemprego a aumentar e como já sabemos agora já vamos mais ou menos em 19%.

É preciso demitir ou restruturar a função pública que é um dos problemas da despesa, mas falta coragem e isso continua a arrastar-se.

A crise é enorme e portanto o futuro é completamente desconhecido.  Já não há pais que ajudem a avançar para o futuro com alguma orientação e portanto vamos ver o que nos espera.

Os jovens de 20 anos estão num impasse, estão em dois futuros desconhecidos, o normal de crescer e o desconhecido por os pais não saberem o que será melhor para eles.  

Os adultos a insegurança é constante, mesmo aqueles que ainda têm emprego estavam com algum descanso de ter economias de lado para o caso de serem despedidos, agora também têm medo que lhes tirem parte dessas poupanças.

Os reformados que achavam que agora podiam estar tranquilos o mundo deles agitou-se e sentem-se completamente desmoralizados.  

No mundo os conflitos são imensos e vivemos um tempo muito agitado.  O que dizer âs crianças que nos vêem preocupados?  O que fazer para que as crianças mantenham os seus anos de sonhos e ao mesmo tempo prepará-los?

E agora?  Quando o responsável de duplicar a despesa do nosso país volta passado 2 anos a querer ser considerado o herói.  Acho que a crise é ainda maior.

Assim a única coisa que temos que ter é esperança que o desconhecido seja melhor ou pelo menos suave sem momentos negros como a história nos conta que podem acontecer, em momentos como estes.

Temos que procurar seguir com a vida com calma, procurar distrair da angústia transmitida pelos telejornais.

É preciso encontrar distrações para conseguir-mos encontrar calma e serenidade.

Haja esperança !


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