sexta-feira, 8 de março de 2013

Castigo e negociação. Qual o melhor castigo?


A propósito de uma reportagem muito interessante sobre a Coreia do Norte, os EUA e a Coreia do Sul na CNN (vale a pena ver).    coren-nkorea-sanctions.cnn 

A ideia é o castigo corrigir quem fez alguma coisa incorrecta.  Só que a maior parte das vezes os castigos são dados:
A crianças por hábito dos pais (tipo de castigo que os pais lhes davam ou que amigos dão)
Nos colégios por regras
Nos adultos por leis
Entre países quase por história e leis, os embargos económicos são exemplo disso.

O problema é que cada caso é um caso e o castigo devia ser adaptado.

Nas crianças de filho para filho o tipo de castigo tem efeitos diferentes logo deve ser alterado.  Quando estava a educar os meus filhos em pequenos, certo castigo criava mais revolta do que surtia efeito e então procurava adaptar e dar um castigo que ele percebesse o que eu queria que ele corrigi-se.  Nem sempre se consegue.  

Existiam castigos já tão batidos que amigos dos meus filhos já não ligavam nenhuma ao castigo.  Por vezes quando os miúdos são traquinas, eles habituam-se a viver com o regime de castigo e já não surtem o efeito desejado.  Os pais cansados já também não pensam em alterar as regras e muitas vezes já não sabem que castigo dar para os filhos aprenderem e acabam por não conseguir corrigir aquele comportamento do filho.

Ao ver a reportagem sobre o problema da Coreia do Norte estar a responder com ameaça de armas nucleares às restrições que as Nações Unidas estabeleceram ainda mais rígidas que as anteriores, apercebi-me que realmente o castigo é um problema a todos os níveis.

Gostei imenso de ouvir falar o Prof. Chung-in Moon, da Universidade Yonsei, porque procura explicar que este tipo de castigo com os Norte Coreanos não resulta e só piora e que os Estados Unidos com o novo Secretário de Estado podem conseguir voltar à mesa das negociações.  Outros têm outra opinião, porque acham que se os EUA agora fizer alguma coisa os norte coreanos vão achar que conseguiram fazer os EUA ceder e ganham mais força. Achei muito interessante.

Os embargos que os EUA fizeram a Cuba não conseguiram melhorar nada.  Por vezes é o final da linha de uma negociação que leva a castigos não eficientes.

O castigo nas crianças é pedagógico mas acaba por ser uma arma de negociação. Castigando, queremos levar os nossos filhos a corrigirem os seus comportamentos e portanto se eles repetem a asneira e por vezes até ficam zangados porque não percebem o que queremos, continuam a errar, por vezes ficam revoltados e sentem-se injustiçados, sinal que o castigo não é o certo. 

O castigo e o seu resultado é realmente um ponto muito importante a todos os níveis e deve ser muito bem pensado para ser eficaz e justo de forma a não criar problemas colaterais e muitas vezes mais graves.

Só tinha pensado nos castigos aplicados à educação e este artigo fez-me relacionar e lembrar de alguns castigos utilizados ao longo dos tempos e o como é importante este assunto até a nível político e social.

A punição e a negociação relacionam-se, e estudar as duas deve ser importante para chegar mais longe e conseguir que ambas as partes consigam continuar a interagir.  Realmente um bom negociante não quer fazer só aquele negócio mas quer continuar a poder fazer mais negócios com aquele cliente. E quem tem que aplicar uma sanção só se a negociação correr mal é que aplica uma sanção que quebra qualquer relacionamento futuro.  As negociações tornam-se um equilíbrio de medidas tomadas de forma a o outro não se sinta punido nem injustiçado. E isso é muitas vezes difícil de conseguir.

Noutros casos que não políticos já antes da punição as crianças se sentem injustiçadas e por isso já nem percebem o objectivo do castigo.  

Muitas vezes os ambientes já estão tão "viciados" que qualquer acção que se faça é vista de uma maneira deturpada e portanto não é bem recebida. Em certos ambientes a desconfiança mina o caminho para uma boa negociação e os castigos são mal entendidos e então a raiva cresce e tudo fica comprometido.

No fundo é saber se cada castigo incentiva a cooperação ou o conflito e em que medida e quais devem ser aplicados.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Casa sim, Casa não? filhos / divórcio


Quando era pequena o divórcio não era permitido em Portugal nem era bem visto quem se quisesse separar.  Era realmente em casos extremos que acontecia na generalidade a separação.

Asseguir ao 25 de Abril os casais poderam-se separar e assistiu-se a uma completa mudança da sociedade.
Nas escolas hoje em dia é mais raro crianças com os dois pais casados no 1º casamento do que todo uma variedade de casos. 

pais divorciados
pais em segundos casamentos com filhos anteriores pelo menos um deles
pais que não casaram
mães que não chegaram a casar

Enfim a variedade das familias hoje em dia é enorme, acho que já não há padrões, porque cada caso é um caso.  Em todos os casos podem haver bons exemplos ou não.

O que mais confusão me faz são os casos dos divorciados que dividem o tempo dos filhos.  Isto é, o caso dos filhos estarem uma semana em casa de um dos pais e outra na casa do outro.  Como vão crescer essas crianças?

A minha dúvida e espanto é a situação das crianças estarem entre os dois pais entre duas casas.   O que será, que tipo de pessoas vão se desenvolver com este estilo de vida?

Não estou a criticar nem acho bem, é uma situação tão diferente que não sei o que hei-de achar dela.  À partida parece-me dificil para as crianças, mas na verdade talvez a nível de auto-estima se forem bem tratados nas duas casas seja melhor para elas.  Pais existentes mas ausentes é terrível para o crescimento, a indiferença é pior.

Quando os pais se divorciam, os filhos neste regime de partilha, dão espaço para os pais conhecerem e namorarem  como se fossem solteiros sem responsabilidades. Na semana que não têm filhos fazem vida de solteiros e nas outras semanas fazem vida de pais.

Por um lado a criança cresce a saber que os pais os dois não quiseram abdicar de os ver crescer e estar por perto, mas a traquilidade do seu espaço, os seus hábitos, a criança tem direito a isso, não?

Os casos são imensos e toda a agente conhece, mas faz-me muita confusão quando os vejo de mala à sexta feira, ou na segunda. 

Faz-me confusão ver que se nota quando estão na casa de um dos pais, nota-se por vezes a diferença no estado de espirito nos estudos etc.

Também faz-me confusão quando nessas casas pelo menos um dos pais já constitui outra familia já tem filhos que não andam a mudar de casa.  O que será que sentem? Não existe uma continuidade para eles mas para os filhos novos do pai ou da mãe existe.  Acho difícil que seja saudável para uma criança ter que crescer assim.

Quando são maiores sei de um caso que 3 dias está numa casa 2 está na outra e ao fim de semana vai variando.  Tem tudo a dobrar nas duas casas para não andar com as coisas atrás.

Por um lado é lindo os pais não quererem abdicar daquele filho ou filhos mas será justo para a criança?
Quem serão os mais egoistas?  Os pais que abdicam de estar sempre com o filho para ele ter mais estabilidade? Ou os pais que preferem os dividir num regime de duas casas?

Não consigo ter uma opinião formada sobre o assunto mas inquieta-me ver a diversidade de situações e o efeito que tem nas crianças e o que daí pode vir para eles no futuro.

Como serão estas pessoas quando estiverem só numa casa a viver sózinhos ou a constituir familia.  Será que uma criança que viveu em duas casas se habitua a viver só numa casa quando crescer? Vai conseguir estar quieta, tranquila?


terça-feira, 5 de março de 2013

Respeito à privacidade




Só agora vi o Filme da Margareth Thatcher, com Merly Streep muito bem representado, excelente a nível de representação, que passou na televisão.

Gostei de ver o filme, mas senti-me incomodada com a invasão da privacidade de uma senhora que teve um papel tão importante e ainda por cima ainda está viva.

Na altura do filme estar no cinema não quis ver, embora goste imenso da actriz, tinha lido que David Cameron criticou que este filme não devia ser passado enquanto Margareth Thatcher estivesse viva e acho que ele tem toda a razão.  Acho que a demência varia de pessoa para pessoa e acho que este filme nem serve como exemplo para dismitificar tabus como foi o argumento de alguns cada caso é um caso e todos merecem respeito e privacidade.

Já estive perto de uma pessoa com sintomas parecidos e acho que essa pessoa merece respeito e nunca deixaria fazer um filme com essa parte da vida.  Mesmo essa pessoa tendo um comportamento mais disciplinado e mais agradável de feitio do que a de Margareth Thatcher representado no papel enquanto doente.

Não gostei de perceber que os filhos autorizaram a dar a imagem intima de uma senhora doente que merece todo o respeito.  Deveriam ter realçado muito mais as grandes coisas que ela fez ao longo da vida e não a parte da doença.

Quem está por perto destas pessoas passa muitas vezes por situações muito duras e muito cansativas, mas acho que quanto mais conhecida é a pessoa mais protegida deve ser de não ser devassada a sua vida. O que é que nos interessa se ela não tinha horas e era teimosa ou bebia um pouco demais e vivia com ilusões ou alucinações. Não era preciso bastava darem a entender o que ela tinha de doença e as pessoas que quisessem deduziam o resto.

Acho que os filhos acabam assim por fazer uma vingançazinha à mãe que esteve ausente, que se dedicou mais às suas causas e não a eles. É triste mas não resistiram.

Margareth Thatcher foi uma mulher fantástica e determinada, mas como muitos homens extraordinários a familia sofreu com isso.  Ela viveu para a sua causa e isso isolou-a dos outros.  É muito difícil o equilibrio, e voltando a um assunto que já falei anteriormente, o que é necessário e o que é egoísmo é uma linha ténua dificil de não a ultrapassar, para quem corre atrás de uma causa.

Será que Margareth Thatcher teria sido na mesma tão importante se tivesse dado mais atenção aos seus filhos, teria conseguido equilibrar mais a sua vida?




domingo, 3 de março de 2013

Progresso ou não?

Já temos progresso? Como vai ser?

O homem conseguiu evoluir de uma forma impressionante e fantástica.

Vários pontos do globo não progrediram da mesma maneira e as diferenças são avassaladoras.

Por vezes quando vemos a evolução que o ser humano teve pensamos que foi universal.  

A evolução da música.
A evolução na pintura.
A fotografia
A imagem e tudo o que foi alterando.
A construção
A evolução da ciência:
Todo o sistema produtivo
A medicina

A civilização chegou a um ponto de evolução incrível.  Só os transplantes de órgãos no ser humano e os tratamentos que conseguem curar doenças que antes matavam, fazem ver o quanto o ser humano progrediu.

A alteração da noção do tempo

A ida ao espaço, os satélites e um cem número de coisas mais, fazem nos pensar e agora e como vai ser no futuro?

Alguns povos no mundo viveram até agora longe disso tudo, pelo menos na Amazónia por exemplo.

Será que nós temos o direito de levar este nosso "progresso" a estes  povos tranquilos e felizes à sua maneira?

Por outro lado quando vemos que quando um povo pode denunciar injustiças através da Internet e nós podemos ajudá-los e libertá-los, fica a dúvida: temos o direito de mudar a cultura dos outros povos?

Por outro lado:
Ao longo dos últimos anos a corrida a África e a extracção dos seus recursos têm promovido negócios dos governos e muitas vezes a grandes injustiças nas populações e violentas guerras.

Neste momento Angola com o dinheiro do petróleo e diamantes tem crescido tanto que o progresso está à vista, e muitas coisas boas têm surgido.  Todas as multinacionais já lá estão, a mudança da sociedade tem sido muito rápida, embora com imensas injustiças, cuja grande parte delas não conhecemos.

Até os shampôs são produzidos para o cabelo "africano", e produtos simples(lá considerados de luxo) têm sido inseridos no mercado, como se fossem requintes, mas no entanto estão finalmente acessíveis a um maior número de consumidores.

Muitas marcas de luxo vieram para Lisboa com o intuito de encontrar os novos clientes angolanos que frequentam Lisboa. O próximo passo é instalarem-se mesmo em Angola e logo a seguir em Moçambique.

As empresas de computadores vêem África como o mercado de expansão natural, a China já lá está há muito tempo.

O problema é que muita coisa tem sido feita que poderá criar problemas gravíssimos no futuro.  Tais como : abusos na poluição (aproveitamento de não haver legislação que defenda os povos quanto a produtos tóxicos, etc) como apropriação de nascentes de água importantíssimas para regiões inteiras que ficaram dependentes de um estrangeiro que tenha comprado uma grande extensão de terrenos, em países que ainda estão mal defendidos. etc.

O que deve ou não ser feito?

Será que isto é o que devia ser, é isto que é o progresso?

Tudo isto está a acontecer... 

E depois disto como vai ser?

O progresso devia ser como nos velhos tempos:

"Eu ando devagar, mas ando sempre para a frente"
-Abraham Lincoln-

sábado, 2 de março de 2013

Mais valia estarem calados


É preciso realmente não ter a noção da desordem para ainda se gabar dela.

Ontem sexta feira dia 1 de Março véspera de uma manifestação em Lisboa, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) esteve a arrumar a casa.  

Antes, da manifestação que vai acontecer hoje dia 2 de Março que vai começar no Marquês de Pombal em Lisboa, considerada por muitos o ponto central da cidade, foram removidas finalmente pedras que tinham sido amontoadas e nunca mais recolhidas por quem andou a fazer as obras da segunda rotunda.

Isto é, a CML foi chamada à atenção da policia que era preciso remover as pedras que estavam a mais na praça principal da capital do nosso país.

Tive vergonha, como é possível a CML não fazer o seu trabalho como deve ser e ainda publicitá-lo como se estivesse a fazer uma coisa bem feita.

Não percebi de quem veio a notícia ou com que intenção:  
se era para lembrar que pode haver pedrada,
se a CML pensa em tudo, 
se é muito "organizada", 
se é uma vergonha a CML só fazer o seu trabalho porque a policia pediu,
se a CML está preocupada,

Afinal porque raio um trabalho que já devia estar feito ainda foi anunciado.

As notícias para esta manifestação parecem as notícias antes dos Santos populares ou os desfiles das marchas populares na Av. da Liberdade em Junho. A CML "prepara" o Marquês para receber a manifestação.


Continua o desnorte de António Costa.  Por um lado pintam os vidrões com "artistas de arte urbana" mas por outro lado, buracos nas ruas de Lisboa continuam.
Só como exemplo:
Em frente à Basílica da Estrela existem pelo menos dois buracos fundos, que não se percebe como continuam sem serem tapados.
A rua do jardim de São Pedro de Alcântara continua uma tragédia, e chega-se à rua D. Pedro V e está toda impecável. Não percebo quais são os critérios de recuperação das ruas esburacadas em Lisboa.
A rua D. Carlos I continua horrível perto o piso está tão irregular que a trepidação no carro é enorme.

Agora a rua Correia Teles em Campo de Ourique foi toda alcatroada de novo uma rua plana, será pela casa Fernando Pessoa?. Qual é o critério? Então os outros que enunciei não serão pontos mais cruciais. Pelo menos em questão de turismo batem aos pontos a rua Correia Teles.

Não compreendo qual o critério desta CML?



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Trabalho Nobre


Trabalho Nobre - o INEM

Ontem vi uma mota com um elemento do INEM a andar depressa e tinha uma sirene.  Não sabia que existiam em mota estes serviços de emergência.

Tenho a maior admiração por quem trabalha no INEM e cada vez que vejo um carro, ambulância e agora mota faço sempre o possível para facilitar rapidamente a passagem.

Faz-me muita aflição quando vejo alguém no transito que não reage e não facilita a passagem de qualquer ambulância, ou sirenes.

Dizem que o som das sirenes das ambulâncias são um som especial para dar a sensação de emergência e aflição. Não sei se é verdade.

As televisões em vez de mostrarem dramas, deviam mostrar as equipas fantásticas que existem em Portugal que servem os portugueses com garra, qualidade e coragem.

Os médicos e enfermeiros em geral todos têm um trabalho muito honrado porque tratam de salvar vidas e dar mais qualidade de vida a quem precisa deles.

Quem trabalha no INEM trabalha sempre em stress e muitas vezes lida com a vida e a morte.  É um trabalho muito exigente e muito nobre.

À muitos anos assisti a uma equipa a tratar de uma pessoa e fiquei com imensa admiração.  Quando eles chegaram tomaram conta da situação com uma eficiência que seria boa em qualquer parte do mundo.

São portugueses que trabalham muito bem e são muito eficientes.  Era bom que outros percebessem como eles trabalham e tivessem mais respeito por essas pessoas.

Era fundamental que acabassem com telefonemas falsos e os deixassem trabalhar e os respeitassem mais.

Espero que esta crise não prejudique um bom serviço para o país.

Obrigada às pessoas que trabalham no INEM.



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Pessoas Especiais Portuguesas


Por alguma razão são pessoas que quando oiço, vejo ou aprecio o seu trabalho, fico orgulhosa de ver que são Portugueses:

Cientistas
António Damásio
Sobrinho Simões

Empresários
Alexandre Soares dos Santos
Alexandre Relvas

Arquitectos
Sotto Moura

Conceição e Silva

Arquitectos Paisagistas
João Ferreira Nunes
Teresa Andersen

Escritores
Maria Alice Vieira
Antonio Lobo Antunes

Músicos
Carminho
João Pedro Pais
Pedro aires de Magalhães
Marisa

Pintores
Cargaleiro
Júlio Pomar

Escultores
João Cutileiro

Canto da Maya

Cozinheiros
José Avilez
Vitor Sobral

Desporto
Cristiano Ronaldo
Francis Obikwelu
Vanessa Fernandes

Carlos Lopes
Rosa Mota

Treinadores
Mourinho

Actores
Alexandra Lencastre
Nicolau Breyner
Daniela Rhuah
Joaquim de Almeida

Instituições que fazem a diferença
Fundação do Gil - Margarida Pinto Correia
Salvador  Fundação Salvador - Salvador Mendes de Almeida
Associação Epis - António Pires de Lima


Muitos maís portugueses há que fazem a diferença, mas neste momento achei que devia salientar estes.  Outra altura poderei vir a salientar mais portugueses mas agora para começar são os que  me dizem alguma coisa.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Viver ou sobreviver qual o modelo?

Será que nas empresas ainda se ouvem graças destas?

- Não vás tão cedo para casa se não ainda tens que ajudar a tua mulher.
- As mulheres deviam ficar em casa com os filhos.
- Uma mulher a defender o seu ponto de vista  mais entusiasmada é Histérica.
- Um homem a defender o seu ponto de vista está só a impor-se.
- Tens a criança doente então e a tua mulher?
- Não pode faltar tanto por ter a criança doente, existem serviços de babysitting

Hábitos:

- chefes divorciados ou mal casados é igual a sairem mais tarde do trabalho e quererem conversa ao final do dia
- novo director de marketing, primeira coisa que  faz, é quase certo que mude o papel timbrado, ou mesmo a imagem da sigla
- colegas homens juntam-se para almoçar, mulheres aproveitam esse tempo para fazer coisas úteis
- homens é mais fácil ficarem próximos do chefe, e mais fácil mais próximos maior facilidade relacionamento
- segunda feira se mulher quiser falar com os colegas homens, só se for de futebol
- chefes homens têm tendência a marcar a reunião da equipa ao final do dia
- chefes mulheres têm tendência a marcar a reunião da equipa logo demanhã
- chegar ao trabalhar e ir logo tomarem um café em grupo em vez de se revesarem

Voltei a ver o filme  "Não sei como ela consegue" em inglês  "I don´t know how she does it", com a Sarah Jessica Parker, e achei graça,  porque realmente muita coisa continua a ser como dantes apesar de tanta coisa ter mudado e as mulheres terem outras oportunidades. Quem não viu devia ver este filme, porque  se a mulher profissional se não tiver um marido assim, uma excelente empregada ou uma mãe que ajude a criar os filhos não consegue realmente.

Muita coisa mudou e muitas mulheres conseguem coisas fantásticas, têm filhos, têm uma carreira e têm o primeiro marido e se acaba o primeiro casamento conseguem ter energia para se meter no segundo casamento e a ter mais filhos e conseguem continuar a sua vida profissional.
  
Já é quase uma opinião generalizada que as crianças muitas vezes são quem sobra quando os dois pais têm uma profissão exigente. E realmente a descida da natalidade nos países desenvolvidos é um facto.
Também se sabe hoje em dia que as crianças precisam de atenção e carinho e que não é só o tempo de qualidade que faz o trabalho todo.

Imensos pais conseguem dividir as tarefas mas na verdade a mulher ainda tem tendência a fazer mais e com isso muitas vezes é mais exigente para ela e sacrifica a sua vida profissional.

Continuo sem saber qual o melhor modelo para que a sociedade exista equilibrada, com mulheres a terem igualdade de oportunidades com os homens e ao mesmo tempo que possa a sociedade ter uma taxa de natalidade mais equilibrada com a taxa da mortalidade. 

Também sabendo o que se sabe hoje sobre o acompanhamento do crescimento das crianças, o afecto e o apoio dado são normalmente directamente proporcionais a melhor ou pior desenvolvimento da criança no seu todo, fisica e psicológicamente.

As crianças precisam de alguém que esteja perto e as apoie e as motive ao longo do seu crescimento.

Qual será o melhor modelo de sociedade?

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Anúncios será que me influenciam?

Toda a vida gostei de ver anúncios.

Lembro-me que quando foi o 25 de Abril as paredes em vez de terem anúncios como os da batata frita Pála-pála passaram a ter cartazes dos partidos e protestos pintados nas paredes. Foi quase um dos marcos que me lembro das mudanças da paisagem urbana.

Os anúncios luminosos no Rossio deixaram de acender e foram-se degradando e a explicação era porque não havia dinheiro para os manter.

Na televisão, sou do tempo do anúncio da Bic que ainda hoje em dia quem o viu ainda o sabe dizer, ou a pasta medicinal Couto, etc.

Quando era pequena faziamos um concurso a ver quem adivinhava que produto o anúncio estava a publicitar. Quem advinha-se mais vezes primeiro ganhava.  Tínhamos dois canais e só víamos televisão a certas horas.
Quando aparecia um anúncio novo era óptimo.

Em crescida olhava para os anúncios já sem qualquer interesse em fixá-los e muitos se ficavam na memória podia não ser pelos melhores motivos.

Quando tive filhos já numa época total de consumo, deparei-me com lavagens ao cérebro das crianças em que os anúncios chegavam a ser repetidos 4 vezes na mesma hora e coisas do género.

Vi um comportamento inacreditável na RTP que no sábado demanhã enquanto dava os bonecos animados resolvia à mistura com os brinquedos, anúncios de filmes para a noite com explosões ou um que nunca mais me esqueci que era o filme do Crime do Padre Amaro em que aparecia a Soraia Chaves despida numa cadeira etc.  Como eu via os bonecos animados com o meu filho, pude mudar o canal.  Repetiram essa graça umas vezes e foi assim que eu assinei o canal Disney. A SIC também fazia algumas graças dessas mas não me lembro de nenhuma em especial. É mesmo de quem não tem a noção ou não quer ter de quando deve anunciar certas coisas.

A forma como os anúncios são distribuídos na rádio e na televisão hoje em dia são muito discutíveis.
Duvido que sejam realmente produtivos, porquê:

- uns tentam fazer lavagem ao cérebro repetindo tantas vezes que até fica-se sem poder com o produto.
- outros são anuncios muito parecidos com produtos da concorrência e a menos que haja alguma mensagem subliminar duvido que alguém retenha a informação.
- agora existe a moda do anúncio que tenta chocar 
- outros que se vê que estão a tentar chegar a outros sectores de mercado que eu já não quero atingir.

Como é o caso do anúncio da MEO em que um rapaz entra no seu quarto e transforma-se para assistir a um concerto de rock. Já não consigo atingir este anúncio.  Acho um anúncio completamente triste e deprimente.  Como se um jovem normal não pudesse assistir e gostar de grupos de música diferentes dele.
Ainda por cima repete imenso.  Não parece ter sido feito pelas mesmas pessoas que tiveram a ideia genial, do elevador transformado numa discoteca no centro comercial das amoreiras ou a série de episódios de Fora da Box.

As televisões queixam-se da crise da receita da publicidade mas também tiveram a sua quarta parte em perder esse mercado.  A gestão dos tempos de publicidade foram geridos com muita ganância e portanto eram tão caros que houve uma altura que só os bancos conseguiam aparecer nas horas mais caras. Às vezes  os anúncios dos bancos eram de seguida.

Hoje em dia os anúncios passaram a ser de hipermercados pois a preocupação é de bens básicos.  O problema é que quando se vê televisão é para distrair, não é para a toda a hora avisarem-nos que há crise e que é preciso poupar.  A choradeira nos anúncios da poupança já é exagero.

Agora o enjoo de supermercados e de anúncios de televisões por cabo e talvez uma marca de carros foi o que eu retive a ver os anúncios.

Em relação aos carros houve dois anúncios que me marcaram:
O Clio encarnado
O volvo "castanho de cor de burro quando foge" 

O anúncio do Clio está muito giro. Várias pessoas dizem que passou e falam de alguma coisa que aconteceu sem percebermos o que aconteceu, ficamos interessados para perceber o que se passou e depois aparece um carro Clio encarnado realçado do resto da paisagem. Foi um anúncio muito bem feito, adorei!

O anúncio da volvo fixei pelo mau gosto.  Não gostei da cor que é a pior que a volvo tem e o modelo não é bonito e para culminar, o anúncio tem dois homens todos muito aparados juntos a ir pelo caminho fora.
Claro que se poderia dizer que são dois amigos mas na verdade quando o vi pensei:  que tristeza a volvo agora está a tentar piscar o olho ao sector de mercado do grupo gay que ganha bem e que até já podem casar.  A história do conceito de família moderno.

Primeiro acho que os gays têm mais gosto do que este carro.

Segundo, os gays acho que qualquer dia ainda vamos ver os gays a protestarem por o mercado os explorar, como aconteceu com as loiras a sair dos carros.

As lojas para homem estão transformadas em roupas todas coloridas e exageradas, é um exagero. Quase que existe um ostracisismo para quem quer vestir a ser sóbrio. Existem muitos gays que não se identificam com esse histerismo da cor.  Mas enfim são modas.

Acho que os produtos quando investem num anúncio, deviam pensar que é mesmo para o cliente simpatizar e gostar de comprar os produtos. Tal como já disse noutro post, às vezes acho que erram a fazer o anúncio conquistar o dono da empresa e não o sector de mercado que querem atingir. Além disso deviam acertar na hora que é suposto o seu sector de mercado esteja a ver TV.

Assim acho que raramente os anúncios hoje em dia conseguem atingir os objectivos.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Plano precisa-se

Perante a indignação e realmente o sacrifício pedido aos portugueses, houve uma reacção dos relativamente jovens que foi inovadora.

Cantar o "Grândola Vila Morena" cada vez que um membro do governo intervém publicamente.

Uma vez que até agora as manifestações não têm a adesão que a oposição queria, agora é uma intervenção directa aos jornalistas.

Os jornalistas encantados, têm noticia para dar, que repetem vezes sem conta e os organizadores desta inovação sentem-se realizados.

O problema desta nova forma de protesto é que não é racional e muito menos democrática.  É um abuso da liberdade de cada um.

A liberdade só é liberdade enquanto não prejudica outro.  Esta forma de protestar é de alguém que no fundo tem uma forma de ver a democracia distorcida e pouco civilizada.

As pessoas que fazem protestos destes, sabem que nos países que seguem politicas que eles defendem, nunca permitiriam que acontecessem estes protestos.  A policia militar trataria logo do assunto.

Educaram o povo a que tinha o direito a tudo.  
Os jovens pensavam que tinham direito a tudo.
O povo perdeu a noção de ter que lutar pelo que precisa.  

Assim alguns protestam em jeito saudoso de saberem o que os pais lhes contam do 25 de Abril.

O problema de grandes protestos é que também cria a imagem de um país instável e inseguro o que vai gerar no mundo uma ideia de uns país instável e pouca confiança.  O turismo é essencial para nós.

Com jornalistas destes a trabalhar contra a imagem do nosso país não precisamos de mais concorrência no turismo.  Os jornalistas dão cabo da imagem do país.  O que eles dizem de uma forma gratuita e inresponsável só para ser notícia é passada para o estrangeiro e aproveitada por quem quer denegrir o nosso país.


Existe um drama para lá do económico que é o drama Social, todos tinham direitos e poucos ou nenhuns deveres.

As crianças foram educadas a serem príncipes e princesas e que os pais trabalhavam muito para poderem comprar brinquedos.  Os pais trabalhavam muito para eles terem um futuro melhor.  Eles eram sempre coitadinhos e portanto cresceram que tudo aparecia porque eles tinham direito.

Acabaram com as escolas industriais no 25 de Abril e isso foi dos maiores erros que se cometeram.

Os que não estudaram para cursos superiores, raros estão aptos a tornarem-se pessoas úteis com habilidades e mão de obra necessária à sociedade.

É ver que os novos querem logo substituir as peças ou mesmo o que está avariado por um novo, enquanto que alguém com mais de 50 e tal anos arranja soluções sem ter substituir e portanto mais económico.

O subsidio mínimo tirou a força de lutar a muitos. Habituaram-se que iam para o fundo do desemprego e depois logo se via e se não arranjavam algum trabalho eram vitimas.

Uns foram educados a que se tivessem boas médias teriam um curso superior e isso era garantia uma carreira para toda a vida. Por vezes tiravam cursos que à partida sabia-se que não teriam grande coisa para fazer mas como era superior era importante.
 Agora por mais especializações não conseguem trabalhos e estão infelizes.
Outros fizeram tudo bem com bons cursos e boas médias e estão na mesma sem futuro à vista.

Agora a realidade que se criou pós 25 de Abril em que todos tinham direitos e nada de deveres foi abaixo.

Como o português está habituado a que tudo seja um direito, acham que para ir às manifestações como não recebem nada em troca não vão.

Educaram o povo a ter contrapartidas e portanto até agora não conseguiram que fossem protestar de graça.

A maior parte dos pequenos protestos só têm pessoas dos sindicatos e alguns desequilibrados que falam logo em assassinos etc.

Até para mobilizar o povo está difícil porque o povo não vê o que ganha logo em troca por ir protestar.

Tudo serve para indignação, até quando andam à pedrada à policia acham injusto a policia de choque ir atrás deles asseguir.

A crise europeia ainda complica mais e portanto a sensação é de impotência e os políticos que deviam orientar o país estão desorientados.

Ninguém fala num rumo concreto nem a direita nem a esquerda.  
Criticar é fácil e dar um ar indignado também mas um plano viável, equilibrado  é necessário.

Agora que o choque do estado do país já é uma realidade agora é preciso que os politicos saibam o que estão a fazer e não só dar ar.  O governo tem feito alguns erros mas não são os desorientados do Seguro e do Costa que conseguiremos algum tino neste país.

O PS vive de imagem. O PCP e Bloco de esquerda usam métodos radicais o que torna impossível confiar e portanto deve ser uma equipa de todos os partidos, para equilibrar e tornar mais racional as medidas que adotarem.

Até lá é essencial:
que a justiça seja mesmo restruturada,
que a saúde se mantenha acessível a todos,
que a educação seja adequada às necessidades do futuro,
que os impostos baixem e tornem viável gerar trabalho através da agricultura, industria clássica e tecnológica.

Um plano, um rumo é necessário!!!