terça-feira, 5 de março de 2013

Respeito à privacidade




Só agora vi o Filme da Margareth Thatcher, com Merly Streep muito bem representado, excelente a nível de representação, que passou na televisão.

Gostei de ver o filme, mas senti-me incomodada com a invasão da privacidade de uma senhora que teve um papel tão importante e ainda por cima ainda está viva.

Na altura do filme estar no cinema não quis ver, embora goste imenso da actriz, tinha lido que David Cameron criticou que este filme não devia ser passado enquanto Margareth Thatcher estivesse viva e acho que ele tem toda a razão.  Acho que a demência varia de pessoa para pessoa e acho que este filme nem serve como exemplo para dismitificar tabus como foi o argumento de alguns cada caso é um caso e todos merecem respeito e privacidade.

Já estive perto de uma pessoa com sintomas parecidos e acho que essa pessoa merece respeito e nunca deixaria fazer um filme com essa parte da vida.  Mesmo essa pessoa tendo um comportamento mais disciplinado e mais agradável de feitio do que a de Margareth Thatcher representado no papel enquanto doente.

Não gostei de perceber que os filhos autorizaram a dar a imagem intima de uma senhora doente que merece todo o respeito.  Deveriam ter realçado muito mais as grandes coisas que ela fez ao longo da vida e não a parte da doença.

Quem está por perto destas pessoas passa muitas vezes por situações muito duras e muito cansativas, mas acho que quanto mais conhecida é a pessoa mais protegida deve ser de não ser devassada a sua vida. O que é que nos interessa se ela não tinha horas e era teimosa ou bebia um pouco demais e vivia com ilusões ou alucinações. Não era preciso bastava darem a entender o que ela tinha de doença e as pessoas que quisessem deduziam o resto.

Acho que os filhos acabam assim por fazer uma vingançazinha à mãe que esteve ausente, que se dedicou mais às suas causas e não a eles. É triste mas não resistiram.

Margareth Thatcher foi uma mulher fantástica e determinada, mas como muitos homens extraordinários a familia sofreu com isso.  Ela viveu para a sua causa e isso isolou-a dos outros.  É muito difícil o equilibrio, e voltando a um assunto que já falei anteriormente, o que é necessário e o que é egoísmo é uma linha ténua dificil de não a ultrapassar, para quem corre atrás de uma causa.

Será que Margareth Thatcher teria sido na mesma tão importante se tivesse dado mais atenção aos seus filhos, teria conseguido equilibrar mais a sua vida?




domingo, 3 de março de 2013

Progresso ou não?

Já temos progresso? Como vai ser?

O homem conseguiu evoluir de uma forma impressionante e fantástica.

Vários pontos do globo não progrediram da mesma maneira e as diferenças são avassaladoras.

Por vezes quando vemos a evolução que o ser humano teve pensamos que foi universal.  

A evolução da música.
A evolução na pintura.
A fotografia
A imagem e tudo o que foi alterando.
A construção
A evolução da ciência:
Todo o sistema produtivo
A medicina

A civilização chegou a um ponto de evolução incrível.  Só os transplantes de órgãos no ser humano e os tratamentos que conseguem curar doenças que antes matavam, fazem ver o quanto o ser humano progrediu.

A alteração da noção do tempo

A ida ao espaço, os satélites e um cem número de coisas mais, fazem nos pensar e agora e como vai ser no futuro?

Alguns povos no mundo viveram até agora longe disso tudo, pelo menos na Amazónia por exemplo.

Será que nós temos o direito de levar este nosso "progresso" a estes  povos tranquilos e felizes à sua maneira?

Por outro lado quando vemos que quando um povo pode denunciar injustiças através da Internet e nós podemos ajudá-los e libertá-los, fica a dúvida: temos o direito de mudar a cultura dos outros povos?

Por outro lado:
Ao longo dos últimos anos a corrida a África e a extracção dos seus recursos têm promovido negócios dos governos e muitas vezes a grandes injustiças nas populações e violentas guerras.

Neste momento Angola com o dinheiro do petróleo e diamantes tem crescido tanto que o progresso está à vista, e muitas coisas boas têm surgido.  Todas as multinacionais já lá estão, a mudança da sociedade tem sido muito rápida, embora com imensas injustiças, cuja grande parte delas não conhecemos.

Até os shampôs são produzidos para o cabelo "africano", e produtos simples(lá considerados de luxo) têm sido inseridos no mercado, como se fossem requintes, mas no entanto estão finalmente acessíveis a um maior número de consumidores.

Muitas marcas de luxo vieram para Lisboa com o intuito de encontrar os novos clientes angolanos que frequentam Lisboa. O próximo passo é instalarem-se mesmo em Angola e logo a seguir em Moçambique.

As empresas de computadores vêem África como o mercado de expansão natural, a China já lá está há muito tempo.

O problema é que muita coisa tem sido feita que poderá criar problemas gravíssimos no futuro.  Tais como : abusos na poluição (aproveitamento de não haver legislação que defenda os povos quanto a produtos tóxicos, etc) como apropriação de nascentes de água importantíssimas para regiões inteiras que ficaram dependentes de um estrangeiro que tenha comprado uma grande extensão de terrenos, em países que ainda estão mal defendidos. etc.

O que deve ou não ser feito?

Será que isto é o que devia ser, é isto que é o progresso?

Tudo isto está a acontecer... 

E depois disto como vai ser?

O progresso devia ser como nos velhos tempos:

"Eu ando devagar, mas ando sempre para a frente"
-Abraham Lincoln-

sábado, 2 de março de 2013

Mais valia estarem calados


É preciso realmente não ter a noção da desordem para ainda se gabar dela.

Ontem sexta feira dia 1 de Março véspera de uma manifestação em Lisboa, a Câmara Municipal de Lisboa (CML) esteve a arrumar a casa.  

Antes, da manifestação que vai acontecer hoje dia 2 de Março que vai começar no Marquês de Pombal em Lisboa, considerada por muitos o ponto central da cidade, foram removidas finalmente pedras que tinham sido amontoadas e nunca mais recolhidas por quem andou a fazer as obras da segunda rotunda.

Isto é, a CML foi chamada à atenção da policia que era preciso remover as pedras que estavam a mais na praça principal da capital do nosso país.

Tive vergonha, como é possível a CML não fazer o seu trabalho como deve ser e ainda publicitá-lo como se estivesse a fazer uma coisa bem feita.

Não percebi de quem veio a notícia ou com que intenção:  
se era para lembrar que pode haver pedrada,
se a CML pensa em tudo, 
se é muito "organizada", 
se é uma vergonha a CML só fazer o seu trabalho porque a policia pediu,
se a CML está preocupada,

Afinal porque raio um trabalho que já devia estar feito ainda foi anunciado.

As notícias para esta manifestação parecem as notícias antes dos Santos populares ou os desfiles das marchas populares na Av. da Liberdade em Junho. A CML "prepara" o Marquês para receber a manifestação.


Continua o desnorte de António Costa.  Por um lado pintam os vidrões com "artistas de arte urbana" mas por outro lado, buracos nas ruas de Lisboa continuam.
Só como exemplo:
Em frente à Basílica da Estrela existem pelo menos dois buracos fundos, que não se percebe como continuam sem serem tapados.
A rua do jardim de São Pedro de Alcântara continua uma tragédia, e chega-se à rua D. Pedro V e está toda impecável. Não percebo quais são os critérios de recuperação das ruas esburacadas em Lisboa.
A rua D. Carlos I continua horrível perto o piso está tão irregular que a trepidação no carro é enorme.

Agora a rua Correia Teles em Campo de Ourique foi toda alcatroada de novo uma rua plana, será pela casa Fernando Pessoa?. Qual é o critério? Então os outros que enunciei não serão pontos mais cruciais. Pelo menos em questão de turismo batem aos pontos a rua Correia Teles.

Não compreendo qual o critério desta CML?



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Trabalho Nobre


Trabalho Nobre - o INEM

Ontem vi uma mota com um elemento do INEM a andar depressa e tinha uma sirene.  Não sabia que existiam em mota estes serviços de emergência.

Tenho a maior admiração por quem trabalha no INEM e cada vez que vejo um carro, ambulância e agora mota faço sempre o possível para facilitar rapidamente a passagem.

Faz-me muita aflição quando vejo alguém no transito que não reage e não facilita a passagem de qualquer ambulância, ou sirenes.

Dizem que o som das sirenes das ambulâncias são um som especial para dar a sensação de emergência e aflição. Não sei se é verdade.

As televisões em vez de mostrarem dramas, deviam mostrar as equipas fantásticas que existem em Portugal que servem os portugueses com garra, qualidade e coragem.

Os médicos e enfermeiros em geral todos têm um trabalho muito honrado porque tratam de salvar vidas e dar mais qualidade de vida a quem precisa deles.

Quem trabalha no INEM trabalha sempre em stress e muitas vezes lida com a vida e a morte.  É um trabalho muito exigente e muito nobre.

À muitos anos assisti a uma equipa a tratar de uma pessoa e fiquei com imensa admiração.  Quando eles chegaram tomaram conta da situação com uma eficiência que seria boa em qualquer parte do mundo.

São portugueses que trabalham muito bem e são muito eficientes.  Era bom que outros percebessem como eles trabalham e tivessem mais respeito por essas pessoas.

Era fundamental que acabassem com telefonemas falsos e os deixassem trabalhar e os respeitassem mais.

Espero que esta crise não prejudique um bom serviço para o país.

Obrigada às pessoas que trabalham no INEM.



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Pessoas Especiais Portuguesas


Por alguma razão são pessoas que quando oiço, vejo ou aprecio o seu trabalho, fico orgulhosa de ver que são Portugueses:

Cientistas
António Damásio
Sobrinho Simões

Empresários
Alexandre Soares dos Santos
Alexandre Relvas

Arquitectos
Sotto Moura

Conceição e Silva

Arquitectos Paisagistas
João Ferreira Nunes
Teresa Andersen

Escritores
Maria Alice Vieira
Antonio Lobo Antunes

Músicos
Carminho
João Pedro Pais
Pedro aires de Magalhães
Marisa

Pintores
Cargaleiro
Júlio Pomar

Escultores
João Cutileiro

Canto da Maya

Cozinheiros
José Avilez
Vitor Sobral

Desporto
Cristiano Ronaldo
Francis Obikwelu
Vanessa Fernandes

Carlos Lopes
Rosa Mota

Treinadores
Mourinho

Actores
Alexandra Lencastre
Nicolau Breyner
Daniela Rhuah
Joaquim de Almeida

Instituições que fazem a diferença
Fundação do Gil - Margarida Pinto Correia
Salvador  Fundação Salvador - Salvador Mendes de Almeida
Associação Epis - António Pires de Lima


Muitos maís portugueses há que fazem a diferença, mas neste momento achei que devia salientar estes.  Outra altura poderei vir a salientar mais portugueses mas agora para começar são os que  me dizem alguma coisa.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Viver ou sobreviver qual o modelo?

Será que nas empresas ainda se ouvem graças destas?

- Não vás tão cedo para casa se não ainda tens que ajudar a tua mulher.
- As mulheres deviam ficar em casa com os filhos.
- Uma mulher a defender o seu ponto de vista  mais entusiasmada é Histérica.
- Um homem a defender o seu ponto de vista está só a impor-se.
- Tens a criança doente então e a tua mulher?
- Não pode faltar tanto por ter a criança doente, existem serviços de babysitting

Hábitos:

- chefes divorciados ou mal casados é igual a sairem mais tarde do trabalho e quererem conversa ao final do dia
- novo director de marketing, primeira coisa que  faz, é quase certo que mude o papel timbrado, ou mesmo a imagem da sigla
- colegas homens juntam-se para almoçar, mulheres aproveitam esse tempo para fazer coisas úteis
- homens é mais fácil ficarem próximos do chefe, e mais fácil mais próximos maior facilidade relacionamento
- segunda feira se mulher quiser falar com os colegas homens, só se for de futebol
- chefes homens têm tendência a marcar a reunião da equipa ao final do dia
- chefes mulheres têm tendência a marcar a reunião da equipa logo demanhã
- chegar ao trabalhar e ir logo tomarem um café em grupo em vez de se revesarem

Voltei a ver o filme  "Não sei como ela consegue" em inglês  "I don´t know how she does it", com a Sarah Jessica Parker, e achei graça,  porque realmente muita coisa continua a ser como dantes apesar de tanta coisa ter mudado e as mulheres terem outras oportunidades. Quem não viu devia ver este filme, porque  se a mulher profissional se não tiver um marido assim, uma excelente empregada ou uma mãe que ajude a criar os filhos não consegue realmente.

Muita coisa mudou e muitas mulheres conseguem coisas fantásticas, têm filhos, têm uma carreira e têm o primeiro marido e se acaba o primeiro casamento conseguem ter energia para se meter no segundo casamento e a ter mais filhos e conseguem continuar a sua vida profissional.
  
Já é quase uma opinião generalizada que as crianças muitas vezes são quem sobra quando os dois pais têm uma profissão exigente. E realmente a descida da natalidade nos países desenvolvidos é um facto.
Também se sabe hoje em dia que as crianças precisam de atenção e carinho e que não é só o tempo de qualidade que faz o trabalho todo.

Imensos pais conseguem dividir as tarefas mas na verdade a mulher ainda tem tendência a fazer mais e com isso muitas vezes é mais exigente para ela e sacrifica a sua vida profissional.

Continuo sem saber qual o melhor modelo para que a sociedade exista equilibrada, com mulheres a terem igualdade de oportunidades com os homens e ao mesmo tempo que possa a sociedade ter uma taxa de natalidade mais equilibrada com a taxa da mortalidade. 

Também sabendo o que se sabe hoje sobre o acompanhamento do crescimento das crianças, o afecto e o apoio dado são normalmente directamente proporcionais a melhor ou pior desenvolvimento da criança no seu todo, fisica e psicológicamente.

As crianças precisam de alguém que esteja perto e as apoie e as motive ao longo do seu crescimento.

Qual será o melhor modelo de sociedade?

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Anúncios será que me influenciam?

Toda a vida gostei de ver anúncios.

Lembro-me que quando foi o 25 de Abril as paredes em vez de terem anúncios como os da batata frita Pála-pála passaram a ter cartazes dos partidos e protestos pintados nas paredes. Foi quase um dos marcos que me lembro das mudanças da paisagem urbana.

Os anúncios luminosos no Rossio deixaram de acender e foram-se degradando e a explicação era porque não havia dinheiro para os manter.

Na televisão, sou do tempo do anúncio da Bic que ainda hoje em dia quem o viu ainda o sabe dizer, ou a pasta medicinal Couto, etc.

Quando era pequena faziamos um concurso a ver quem adivinhava que produto o anúncio estava a publicitar. Quem advinha-se mais vezes primeiro ganhava.  Tínhamos dois canais e só víamos televisão a certas horas.
Quando aparecia um anúncio novo era óptimo.

Em crescida olhava para os anúncios já sem qualquer interesse em fixá-los e muitos se ficavam na memória podia não ser pelos melhores motivos.

Quando tive filhos já numa época total de consumo, deparei-me com lavagens ao cérebro das crianças em que os anúncios chegavam a ser repetidos 4 vezes na mesma hora e coisas do género.

Vi um comportamento inacreditável na RTP que no sábado demanhã enquanto dava os bonecos animados resolvia à mistura com os brinquedos, anúncios de filmes para a noite com explosões ou um que nunca mais me esqueci que era o filme do Crime do Padre Amaro em que aparecia a Soraia Chaves despida numa cadeira etc.  Como eu via os bonecos animados com o meu filho, pude mudar o canal.  Repetiram essa graça umas vezes e foi assim que eu assinei o canal Disney. A SIC também fazia algumas graças dessas mas não me lembro de nenhuma em especial. É mesmo de quem não tem a noção ou não quer ter de quando deve anunciar certas coisas.

A forma como os anúncios são distribuídos na rádio e na televisão hoje em dia são muito discutíveis.
Duvido que sejam realmente produtivos, porquê:

- uns tentam fazer lavagem ao cérebro repetindo tantas vezes que até fica-se sem poder com o produto.
- outros são anuncios muito parecidos com produtos da concorrência e a menos que haja alguma mensagem subliminar duvido que alguém retenha a informação.
- agora existe a moda do anúncio que tenta chocar 
- outros que se vê que estão a tentar chegar a outros sectores de mercado que eu já não quero atingir.

Como é o caso do anúncio da MEO em que um rapaz entra no seu quarto e transforma-se para assistir a um concerto de rock. Já não consigo atingir este anúncio.  Acho um anúncio completamente triste e deprimente.  Como se um jovem normal não pudesse assistir e gostar de grupos de música diferentes dele.
Ainda por cima repete imenso.  Não parece ter sido feito pelas mesmas pessoas que tiveram a ideia genial, do elevador transformado numa discoteca no centro comercial das amoreiras ou a série de episódios de Fora da Box.

As televisões queixam-se da crise da receita da publicidade mas também tiveram a sua quarta parte em perder esse mercado.  A gestão dos tempos de publicidade foram geridos com muita ganância e portanto eram tão caros que houve uma altura que só os bancos conseguiam aparecer nas horas mais caras. Às vezes  os anúncios dos bancos eram de seguida.

Hoje em dia os anúncios passaram a ser de hipermercados pois a preocupação é de bens básicos.  O problema é que quando se vê televisão é para distrair, não é para a toda a hora avisarem-nos que há crise e que é preciso poupar.  A choradeira nos anúncios da poupança já é exagero.

Agora o enjoo de supermercados e de anúncios de televisões por cabo e talvez uma marca de carros foi o que eu retive a ver os anúncios.

Em relação aos carros houve dois anúncios que me marcaram:
O Clio encarnado
O volvo "castanho de cor de burro quando foge" 

O anúncio do Clio está muito giro. Várias pessoas dizem que passou e falam de alguma coisa que aconteceu sem percebermos o que aconteceu, ficamos interessados para perceber o que se passou e depois aparece um carro Clio encarnado realçado do resto da paisagem. Foi um anúncio muito bem feito, adorei!

O anúncio da volvo fixei pelo mau gosto.  Não gostei da cor que é a pior que a volvo tem e o modelo não é bonito e para culminar, o anúncio tem dois homens todos muito aparados juntos a ir pelo caminho fora.
Claro que se poderia dizer que são dois amigos mas na verdade quando o vi pensei:  que tristeza a volvo agora está a tentar piscar o olho ao sector de mercado do grupo gay que ganha bem e que até já podem casar.  A história do conceito de família moderno.

Primeiro acho que os gays têm mais gosto do que este carro.

Segundo, os gays acho que qualquer dia ainda vamos ver os gays a protestarem por o mercado os explorar, como aconteceu com as loiras a sair dos carros.

As lojas para homem estão transformadas em roupas todas coloridas e exageradas, é um exagero. Quase que existe um ostracisismo para quem quer vestir a ser sóbrio. Existem muitos gays que não se identificam com esse histerismo da cor.  Mas enfim são modas.

Acho que os produtos quando investem num anúncio, deviam pensar que é mesmo para o cliente simpatizar e gostar de comprar os produtos. Tal como já disse noutro post, às vezes acho que erram a fazer o anúncio conquistar o dono da empresa e não o sector de mercado que querem atingir. Além disso deviam acertar na hora que é suposto o seu sector de mercado esteja a ver TV.

Assim acho que raramente os anúncios hoje em dia conseguem atingir os objectivos.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Plano precisa-se

Perante a indignação e realmente o sacrifício pedido aos portugueses, houve uma reacção dos relativamente jovens que foi inovadora.

Cantar o "Grândola Vila Morena" cada vez que um membro do governo intervém publicamente.

Uma vez que até agora as manifestações não têm a adesão que a oposição queria, agora é uma intervenção directa aos jornalistas.

Os jornalistas encantados, têm noticia para dar, que repetem vezes sem conta e os organizadores desta inovação sentem-se realizados.

O problema desta nova forma de protesto é que não é racional e muito menos democrática.  É um abuso da liberdade de cada um.

A liberdade só é liberdade enquanto não prejudica outro.  Esta forma de protestar é de alguém que no fundo tem uma forma de ver a democracia distorcida e pouco civilizada.

As pessoas que fazem protestos destes, sabem que nos países que seguem politicas que eles defendem, nunca permitiriam que acontecessem estes protestos.  A policia militar trataria logo do assunto.

Educaram o povo a que tinha o direito a tudo.  
Os jovens pensavam que tinham direito a tudo.
O povo perdeu a noção de ter que lutar pelo que precisa.  

Assim alguns protestam em jeito saudoso de saberem o que os pais lhes contam do 25 de Abril.

O problema de grandes protestos é que também cria a imagem de um país instável e inseguro o que vai gerar no mundo uma ideia de uns país instável e pouca confiança.  O turismo é essencial para nós.

Com jornalistas destes a trabalhar contra a imagem do nosso país não precisamos de mais concorrência no turismo.  Os jornalistas dão cabo da imagem do país.  O que eles dizem de uma forma gratuita e inresponsável só para ser notícia é passada para o estrangeiro e aproveitada por quem quer denegrir o nosso país.


Existe um drama para lá do económico que é o drama Social, todos tinham direitos e poucos ou nenhuns deveres.

As crianças foram educadas a serem príncipes e princesas e que os pais trabalhavam muito para poderem comprar brinquedos.  Os pais trabalhavam muito para eles terem um futuro melhor.  Eles eram sempre coitadinhos e portanto cresceram que tudo aparecia porque eles tinham direito.

Acabaram com as escolas industriais no 25 de Abril e isso foi dos maiores erros que se cometeram.

Os que não estudaram para cursos superiores, raros estão aptos a tornarem-se pessoas úteis com habilidades e mão de obra necessária à sociedade.

É ver que os novos querem logo substituir as peças ou mesmo o que está avariado por um novo, enquanto que alguém com mais de 50 e tal anos arranja soluções sem ter substituir e portanto mais económico.

O subsidio mínimo tirou a força de lutar a muitos. Habituaram-se que iam para o fundo do desemprego e depois logo se via e se não arranjavam algum trabalho eram vitimas.

Uns foram educados a que se tivessem boas médias teriam um curso superior e isso era garantia uma carreira para toda a vida. Por vezes tiravam cursos que à partida sabia-se que não teriam grande coisa para fazer mas como era superior era importante.
 Agora por mais especializações não conseguem trabalhos e estão infelizes.
Outros fizeram tudo bem com bons cursos e boas médias e estão na mesma sem futuro à vista.

Agora a realidade que se criou pós 25 de Abril em que todos tinham direitos e nada de deveres foi abaixo.

Como o português está habituado a que tudo seja um direito, acham que para ir às manifestações como não recebem nada em troca não vão.

Educaram o povo a ter contrapartidas e portanto até agora não conseguiram que fossem protestar de graça.

A maior parte dos pequenos protestos só têm pessoas dos sindicatos e alguns desequilibrados que falam logo em assassinos etc.

Até para mobilizar o povo está difícil porque o povo não vê o que ganha logo em troca por ir protestar.

Tudo serve para indignação, até quando andam à pedrada à policia acham injusto a policia de choque ir atrás deles asseguir.

A crise europeia ainda complica mais e portanto a sensação é de impotência e os políticos que deviam orientar o país estão desorientados.

Ninguém fala num rumo concreto nem a direita nem a esquerda.  
Criticar é fácil e dar um ar indignado também mas um plano viável, equilibrado  é necessário.

Agora que o choque do estado do país já é uma realidade agora é preciso que os politicos saibam o que estão a fazer e não só dar ar.  O governo tem feito alguns erros mas não são os desorientados do Seguro e do Costa que conseguiremos algum tino neste país.

O PS vive de imagem. O PCP e Bloco de esquerda usam métodos radicais o que torna impossível confiar e portanto deve ser uma equipa de todos os partidos, para equilibrar e tornar mais racional as medidas que adotarem.

Até lá é essencial:
que a justiça seja mesmo restruturada,
que a saúde se mantenha acessível a todos,
que a educação seja adequada às necessidades do futuro,
que os impostos baixem e tornem viável gerar trabalho através da agricultura, industria clássica e tecnológica.

Um plano, um rumo é necessário!!!


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Uma contradição #2

É curioso que quando os políticos e pessoas comuns mudam de partido, se for do comunismo para o socialismo ou social democracia, é porque cresceu, ficou mais elucidado sobre o que se passava, mas se alguém muda da direita para a esquerda é porque caiu numa contradição e é muito estranho.

De qualquer forma alguém que foi de partidos radicais e depois transforma-se num social democrata no sentido lato, fica sempre um registo do que ele já pensou e muitas vezes fez (será que as pessoas não esquecem?).

Quem muda do centro direita para socialismo ou comunismo ou vice-versa não se entende e é contraditório.

Fica sempre a sensação que a pessoa é contraditória, que a sua origem é outra e portanto o seu pensamento
e o que ele diz é ou não verdade, ou está a contradizer-se por uma vontade "superior".

Será assim ou é impressão minha?

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Coragem ou inconsciência?


O que faz umas pessoas fugir de uma situação de perigo sem ajudar os outros, e o que faz alguém mesmo sofrendo não largar e ajudar o mais possível.

Coragem costuma-se dizer que é quando consegue-se enfrentar o medo,  mesmo tendo medo não deixam de fazer o que é preciso.

Claro que quando são exemplos de coragem de vencer limites do género de não ser para fazer coisas úteis, ,muitas vezes quem tem mais sucesso na sua valentia, são aquelas pessoas que não têm imaginação e não se apercebem dos riscos envolvidos e com isso vão em frente.

Mas eu estou a falar de actos de coragem em que as pessoas pensam e actuam com sensatez e salvam pessoas porque mesmo que sendo muito difícil não largam até conseguir o seu objectivo que é salvar essas pessoas muitas vezes pondo em risco a sua vida.

Achei graça que num grupo de pessoas ao almoço, houve alguém que contou que um policia nos EUA apesar de levar 14 tiros não largou o atacante e com isso evitou que muitas crianças numa escola fossem atacadas.

Com esta situação o grupo dividiu-se:
Uns consideraram que o policia tinha sido muito corajoso e generoso, apesar de estar a sofrer não largou não pensou em si, que foi muito valente e que era espectacular.
Outros disseram que pessoas que fazem isso não são valentes são apenas inconscientes. Não têm medo e portanto não é coragem é apenas inconsciência. E que se calhar tinham familia e não pensaram na família.

Eu incluo-me no primeiro grupo. Acho que existe gente muito valente e generosa e que percebe que é momento de ajudar e dá tudo o que tem.  Eu acho isso espectacular e acho que pessoas assim fazem acreditar que a humanidade pode ser melhor e que essas pessoas devem ser valorizadas e servir de exemplo aos outros. São pessoas com letra grande são Pessoas.