sábado, 23 de fevereiro de 2013

Anúncios será que me influenciam?

Toda a vida gostei de ver anúncios.

Lembro-me que quando foi o 25 de Abril as paredes em vez de terem anúncios como os da batata frita Pála-pála passaram a ter cartazes dos partidos e protestos pintados nas paredes. Foi quase um dos marcos que me lembro das mudanças da paisagem urbana.

Os anúncios luminosos no Rossio deixaram de acender e foram-se degradando e a explicação era porque não havia dinheiro para os manter.

Na televisão, sou do tempo do anúncio da Bic que ainda hoje em dia quem o viu ainda o sabe dizer, ou a pasta medicinal Couto, etc.

Quando era pequena faziamos um concurso a ver quem adivinhava que produto o anúncio estava a publicitar. Quem advinha-se mais vezes primeiro ganhava.  Tínhamos dois canais e só víamos televisão a certas horas.
Quando aparecia um anúncio novo era óptimo.

Em crescida olhava para os anúncios já sem qualquer interesse em fixá-los e muitos se ficavam na memória podia não ser pelos melhores motivos.

Quando tive filhos já numa época total de consumo, deparei-me com lavagens ao cérebro das crianças em que os anúncios chegavam a ser repetidos 4 vezes na mesma hora e coisas do género.

Vi um comportamento inacreditável na RTP que no sábado demanhã enquanto dava os bonecos animados resolvia à mistura com os brinquedos, anúncios de filmes para a noite com explosões ou um que nunca mais me esqueci que era o filme do Crime do Padre Amaro em que aparecia a Soraia Chaves despida numa cadeira etc.  Como eu via os bonecos animados com o meu filho, pude mudar o canal.  Repetiram essa graça umas vezes e foi assim que eu assinei o canal Disney. A SIC também fazia algumas graças dessas mas não me lembro de nenhuma em especial. É mesmo de quem não tem a noção ou não quer ter de quando deve anunciar certas coisas.

A forma como os anúncios são distribuídos na rádio e na televisão hoje em dia são muito discutíveis.
Duvido que sejam realmente produtivos, porquê:

- uns tentam fazer lavagem ao cérebro repetindo tantas vezes que até fica-se sem poder com o produto.
- outros são anuncios muito parecidos com produtos da concorrência e a menos que haja alguma mensagem subliminar duvido que alguém retenha a informação.
- agora existe a moda do anúncio que tenta chocar 
- outros que se vê que estão a tentar chegar a outros sectores de mercado que eu já não quero atingir.

Como é o caso do anúncio da MEO em que um rapaz entra no seu quarto e transforma-se para assistir a um concerto de rock. Já não consigo atingir este anúncio.  Acho um anúncio completamente triste e deprimente.  Como se um jovem normal não pudesse assistir e gostar de grupos de música diferentes dele.
Ainda por cima repete imenso.  Não parece ter sido feito pelas mesmas pessoas que tiveram a ideia genial, do elevador transformado numa discoteca no centro comercial das amoreiras ou a série de episódios de Fora da Box.

As televisões queixam-se da crise da receita da publicidade mas também tiveram a sua quarta parte em perder esse mercado.  A gestão dos tempos de publicidade foram geridos com muita ganância e portanto eram tão caros que houve uma altura que só os bancos conseguiam aparecer nas horas mais caras. Às vezes  os anúncios dos bancos eram de seguida.

Hoje em dia os anúncios passaram a ser de hipermercados pois a preocupação é de bens básicos.  O problema é que quando se vê televisão é para distrair, não é para a toda a hora avisarem-nos que há crise e que é preciso poupar.  A choradeira nos anúncios da poupança já é exagero.

Agora o enjoo de supermercados e de anúncios de televisões por cabo e talvez uma marca de carros foi o que eu retive a ver os anúncios.

Em relação aos carros houve dois anúncios que me marcaram:
O Clio encarnado
O volvo "castanho de cor de burro quando foge" 

O anúncio do Clio está muito giro. Várias pessoas dizem que passou e falam de alguma coisa que aconteceu sem percebermos o que aconteceu, ficamos interessados para perceber o que se passou e depois aparece um carro Clio encarnado realçado do resto da paisagem. Foi um anúncio muito bem feito, adorei!

O anúncio da volvo fixei pelo mau gosto.  Não gostei da cor que é a pior que a volvo tem e o modelo não é bonito e para culminar, o anúncio tem dois homens todos muito aparados juntos a ir pelo caminho fora.
Claro que se poderia dizer que são dois amigos mas na verdade quando o vi pensei:  que tristeza a volvo agora está a tentar piscar o olho ao sector de mercado do grupo gay que ganha bem e que até já podem casar.  A história do conceito de família moderno.

Primeiro acho que os gays têm mais gosto do que este carro.

Segundo, os gays acho que qualquer dia ainda vamos ver os gays a protestarem por o mercado os explorar, como aconteceu com as loiras a sair dos carros.

As lojas para homem estão transformadas em roupas todas coloridas e exageradas, é um exagero. Quase que existe um ostracisismo para quem quer vestir a ser sóbrio. Existem muitos gays que não se identificam com esse histerismo da cor.  Mas enfim são modas.

Acho que os produtos quando investem num anúncio, deviam pensar que é mesmo para o cliente simpatizar e gostar de comprar os produtos. Tal como já disse noutro post, às vezes acho que erram a fazer o anúncio conquistar o dono da empresa e não o sector de mercado que querem atingir. Além disso deviam acertar na hora que é suposto o seu sector de mercado esteja a ver TV.

Assim acho que raramente os anúncios hoje em dia conseguem atingir os objectivos.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Plano precisa-se

Perante a indignação e realmente o sacrifício pedido aos portugueses, houve uma reacção dos relativamente jovens que foi inovadora.

Cantar o "Grândola Vila Morena" cada vez que um membro do governo intervém publicamente.

Uma vez que até agora as manifestações não têm a adesão que a oposição queria, agora é uma intervenção directa aos jornalistas.

Os jornalistas encantados, têm noticia para dar, que repetem vezes sem conta e os organizadores desta inovação sentem-se realizados.

O problema desta nova forma de protesto é que não é racional e muito menos democrática.  É um abuso da liberdade de cada um.

A liberdade só é liberdade enquanto não prejudica outro.  Esta forma de protestar é de alguém que no fundo tem uma forma de ver a democracia distorcida e pouco civilizada.

As pessoas que fazem protestos destes, sabem que nos países que seguem politicas que eles defendem, nunca permitiriam que acontecessem estes protestos.  A policia militar trataria logo do assunto.

Educaram o povo a que tinha o direito a tudo.  
Os jovens pensavam que tinham direito a tudo.
O povo perdeu a noção de ter que lutar pelo que precisa.  

Assim alguns protestam em jeito saudoso de saberem o que os pais lhes contam do 25 de Abril.

O problema de grandes protestos é que também cria a imagem de um país instável e inseguro o que vai gerar no mundo uma ideia de uns país instável e pouca confiança.  O turismo é essencial para nós.

Com jornalistas destes a trabalhar contra a imagem do nosso país não precisamos de mais concorrência no turismo.  Os jornalistas dão cabo da imagem do país.  O que eles dizem de uma forma gratuita e inresponsável só para ser notícia é passada para o estrangeiro e aproveitada por quem quer denegrir o nosso país.


Existe um drama para lá do económico que é o drama Social, todos tinham direitos e poucos ou nenhuns deveres.

As crianças foram educadas a serem príncipes e princesas e que os pais trabalhavam muito para poderem comprar brinquedos.  Os pais trabalhavam muito para eles terem um futuro melhor.  Eles eram sempre coitadinhos e portanto cresceram que tudo aparecia porque eles tinham direito.

Acabaram com as escolas industriais no 25 de Abril e isso foi dos maiores erros que se cometeram.

Os que não estudaram para cursos superiores, raros estão aptos a tornarem-se pessoas úteis com habilidades e mão de obra necessária à sociedade.

É ver que os novos querem logo substituir as peças ou mesmo o que está avariado por um novo, enquanto que alguém com mais de 50 e tal anos arranja soluções sem ter substituir e portanto mais económico.

O subsidio mínimo tirou a força de lutar a muitos. Habituaram-se que iam para o fundo do desemprego e depois logo se via e se não arranjavam algum trabalho eram vitimas.

Uns foram educados a que se tivessem boas médias teriam um curso superior e isso era garantia uma carreira para toda a vida. Por vezes tiravam cursos que à partida sabia-se que não teriam grande coisa para fazer mas como era superior era importante.
 Agora por mais especializações não conseguem trabalhos e estão infelizes.
Outros fizeram tudo bem com bons cursos e boas médias e estão na mesma sem futuro à vista.

Agora a realidade que se criou pós 25 de Abril em que todos tinham direitos e nada de deveres foi abaixo.

Como o português está habituado a que tudo seja um direito, acham que para ir às manifestações como não recebem nada em troca não vão.

Educaram o povo a ter contrapartidas e portanto até agora não conseguiram que fossem protestar de graça.

A maior parte dos pequenos protestos só têm pessoas dos sindicatos e alguns desequilibrados que falam logo em assassinos etc.

Até para mobilizar o povo está difícil porque o povo não vê o que ganha logo em troca por ir protestar.

Tudo serve para indignação, até quando andam à pedrada à policia acham injusto a policia de choque ir atrás deles asseguir.

A crise europeia ainda complica mais e portanto a sensação é de impotência e os políticos que deviam orientar o país estão desorientados.

Ninguém fala num rumo concreto nem a direita nem a esquerda.  
Criticar é fácil e dar um ar indignado também mas um plano viável, equilibrado  é necessário.

Agora que o choque do estado do país já é uma realidade agora é preciso que os politicos saibam o que estão a fazer e não só dar ar.  O governo tem feito alguns erros mas não são os desorientados do Seguro e do Costa que conseguiremos algum tino neste país.

O PS vive de imagem. O PCP e Bloco de esquerda usam métodos radicais o que torna impossível confiar e portanto deve ser uma equipa de todos os partidos, para equilibrar e tornar mais racional as medidas que adotarem.

Até lá é essencial:
que a justiça seja mesmo restruturada,
que a saúde se mantenha acessível a todos,
que a educação seja adequada às necessidades do futuro,
que os impostos baixem e tornem viável gerar trabalho através da agricultura, industria clássica e tecnológica.

Um plano, um rumo é necessário!!!


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Uma contradição #2

É curioso que quando os políticos e pessoas comuns mudam de partido, se for do comunismo para o socialismo ou social democracia, é porque cresceu, ficou mais elucidado sobre o que se passava, mas se alguém muda da direita para a esquerda é porque caiu numa contradição e é muito estranho.

De qualquer forma alguém que foi de partidos radicais e depois transforma-se num social democrata no sentido lato, fica sempre um registo do que ele já pensou e muitas vezes fez (será que as pessoas não esquecem?).

Quem muda do centro direita para socialismo ou comunismo ou vice-versa não se entende e é contraditório.

Fica sempre a sensação que a pessoa é contraditória, que a sua origem é outra e portanto o seu pensamento
e o que ele diz é ou não verdade, ou está a contradizer-se por uma vontade "superior".

Será assim ou é impressão minha?

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Coragem ou inconsciência?


O que faz umas pessoas fugir de uma situação de perigo sem ajudar os outros, e o que faz alguém mesmo sofrendo não largar e ajudar o mais possível.

Coragem costuma-se dizer que é quando consegue-se enfrentar o medo,  mesmo tendo medo não deixam de fazer o que é preciso.

Claro que quando são exemplos de coragem de vencer limites do género de não ser para fazer coisas úteis, ,muitas vezes quem tem mais sucesso na sua valentia, são aquelas pessoas que não têm imaginação e não se apercebem dos riscos envolvidos e com isso vão em frente.

Mas eu estou a falar de actos de coragem em que as pessoas pensam e actuam com sensatez e salvam pessoas porque mesmo que sendo muito difícil não largam até conseguir o seu objectivo que é salvar essas pessoas muitas vezes pondo em risco a sua vida.

Achei graça que num grupo de pessoas ao almoço, houve alguém que contou que um policia nos EUA apesar de levar 14 tiros não largou o atacante e com isso evitou que muitas crianças numa escola fossem atacadas.

Com esta situação o grupo dividiu-se:
Uns consideraram que o policia tinha sido muito corajoso e generoso, apesar de estar a sofrer não largou não pensou em si, que foi muito valente e que era espectacular.
Outros disseram que pessoas que fazem isso não são valentes são apenas inconscientes. Não têm medo e portanto não é coragem é apenas inconsciência. E que se calhar tinham familia e não pensaram na família.

Eu incluo-me no primeiro grupo. Acho que existe gente muito valente e generosa e que percebe que é momento de ajudar e dá tudo o que tem.  Eu acho isso espectacular e acho que pessoas assim fazem acreditar que a humanidade pode ser melhor e que essas pessoas devem ser valorizadas e servir de exemplo aos outros. São pessoas com letra grande são Pessoas.



sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Cavalo ou Vaca e outros mais

Alimentação cada vez mais difícil!

A propósito do novo escândalo da mistura em carne de vaca a carne de cavalo.

Agora é carne de cavalo,
Antes foi vacas loucas,
Suspeita de peixe com mercúrio e outros produtos tóxicos,
Legumes com pesticidas,
Galinhas e Peru com hormonas,
Porco já teve também os seus problemas.

Ainda podemos falar dos lobbys que conseguem criar noticias sobre os produtos.  Uns são fantásticos outros horríveis.

Por exemplo:
-  houve um tempo em que os ovos faziam muito bem à saúde, depois veio informação que os ovos eram grandes responsáveis do colesterol elevado. Agora os ovos afinal não fazem tanto mal.
- agora o leite é mau para as vias respiratórias e para alergias. Eu cresci a dizerem que o leite era essencial.

Nunca mais se soube da radioactividade dos produtos no Japão e como ficaram os produtos e para aonde foram. O ambiente que rodeia o acidente que ocorreu na central nuclear depois do grande terramoto no Japão em março de 2011. Houve uma altura que diziam que a radiação tinha chegado aos Estados Unidos.

A criação de gado parece que é uma das situações em que se produz mais poluição para a atmosfera.

Como ficamos nisto tudo?

É difícil fazer compras se pensarmos em tudo o que nos pode fazer mal.

Tento comprar produtos naturais mas já não sei o que será melhor.  Com os preços tão caros tem que se escolher melhor ainda e fico sempre com dúvidas se estarei a escolher o que é melhor para a minha família.

Sabendo hoje que a boa alimentação é a base para evitar cancros e outras doenças, acho um problema esta situação de cada um puxar para seu lado do que é bom ou é mau.

O que será que é realmente bom para nós?



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Coitadinhos ou não?


Em Portugal e talvez noutros países também, existe um mal entendido terrível com as noções de formas de estar na vida e o que cada estatuto social trás.

Ulrich esqueceu-se em que país estava.  Os velhos do Restelo aparecem a toda a hora e portanto tudo é visto pela negativa, nem há abertura para ver o outro lado das questões.

O presidente do BPI resolveu dar a entender que o ser humano aguenta mais do que pensa, e que está tudo a queixar-se mas na verdade sabe-se que podemos estar pior.  E que muitos que se queixam não são os que estão pior.

Muitos falaram, e Daniel Oliveira também resolveu armar-se em puritano e ficar escandalizado a dar um ar que era superior e que Ulrich é que não estava a ver. Todos estão mal.

Na verdade cada vez que me falam do berço, como Daniel Oliveira falou, eu fico preocupada com o problema social que isso representa.

Já ouvi umas vezes na vida esse argumento do berço.  "o nascimento em berço de ouro faz toda a diferença".  Pois na verdade será que algum dia esta gente vai perceber que isso não é a solução.  Todos têm problemas e os problemas não escolhem os berços.

Os problemas abrangem toda a gente e problemas gravíssimos. Os problemas existem para toda gente.

As bases da vida mais importantes são: ter saúde e procurar ser feliz, e nem uma nem outra vêem com o berço aonde se nasce.  Portanto que fique bem entendido que o material do berço não é o que soluciona os problemas.

Tantos mafiosos cheios de dinheiro que andam para aí e os seus filhos nascem em berço de ouro e tanta porcaria que fazem quando crescem.  Tanta gente que devia ter educação e não tem. Até para uns educação é uma coisa e para outros educação é outra.

Muita gente que cria os seus filhos com muita dificuldade mas com amor e os seus filhos fazem coisas fantásticas na vida.

Claro que o dinheiro é muito necessário e arrepiante o mal que faz a falta para as necessidades básicas, e que neste momento é gravíssimo ficar sem emprego, pois não há outro para mudar. Mas o que se passa é que como antigamente se dizia: enquanto houver saúde...vamos tentar levando a vida.

Na verdade os problemas existem em todo o lado, saúde, desastres, drogas,  falta de cabeça. 

Tantas fortunas são perdidas. O mais fácil é perder dinheiro.  O mais fácil é as pessoas fazerem disparates. 

No fundo o que quero dizer com isto é que Ulrich sabe bem o que se passa, com os dramas que existem e as dificuldades que temos, mas eu acho, que ele quer transmitir que é preciso ter calma e que não nos devemos pôr de coitadinhos. Agora é preciso sacrifícios e realmente todos sabemos que há sempre casos piores do que os nossos.  É raro não haver pior.

A desgraça é relativa como a fortuna também o é.

Se o desemprego fosse maior como em Espanha, se estivessemos na Grécia ou mesmo em Guerra, há sempre pior.

Os ricos portugueses ao pé dos ricos americanos ou russos ou chineses não são nada.

No fundo é preciso haver bom senso,  não podemos apesar de estarmos numa crise horrível, não podemos ficar todo o tempo a queixar e a sentirmos-nos de coitadinhos porque isso não vai resolver nada.

O que acho o máximo é José Sócrates, Teixeira Santos e Vítor Constâncio estão lindamente sem qualquer problema embora tenham sido eles os responsáveis de muita coisa de como deixaram o país.

Aseguir ao 25 de Abril a confusão foi grande e muita gente esteve mal e quem não se lembra como foi para os retornados que a maior parte veio só com a roupa do corpo e pouco mais. 

Os retornados passaram mesmo mal e parece que todos se esquecem do drama que foi.

É preciso não estar sempre a ouvir a mesma lenga lenga do coitadinho que não resolve nada.

Ulrich acaba por  se prejudicar a falar à bruta para gente que antes de ouvir já tapou os ouvidos.

No fundo é preciso não alimentar o espírito do coitadinho, mais nada!!!



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Porquê ter um hobby?

Nos tempos que correm todos temos stress.  Ter um hobby é essencial.

Ter alguma actividade que nos dê gosto e nos distraia é muito importante.

As notícias são terríveis, a televisão é a maior parte das vezes é exasperante.  Ou vegetamos e não nos apercebemos que quem programa os canais da televisão está a passar-nos atestados de burrice todos os dias, ou temos que fazer alguma coisa para nos entreter e dar-nos alguma satisfação.

Sempre gostei imenso de ver televisão mas os canais televisão portuguesa na maior parte têm
telenovelas, concursos, notícias do mais deprimente que há e perdemos muito tempo e a maior parte das vezes acabamos aborrecidos. Entretem muito mas cria um vazio, uma sensação de ter perdido tempo e não termos feito nada de especial.

os canais nacionais raramente têm um filme decente e que esteja a ser transmitido a horas decentes para no dia seguinte nos levantarmos para trabalhar.

Os canais de transmissão por cabo repetem imenso.

Assim para além de vir para Internet acho importante que todos tenhamos outros interesses, gosto em fazer coisas fora das nossas actividades obrigatórias.

É importante gostar de ler, ouvir música e fazer trabalhos com as mãos, pintar, trabalhos manuais, cantar ter algum desporto, ser voluntário etc.

Conheço gente que são bons profissionais mas não têm outros interesses na vida e isso faz-me confusão. Se não trabalham, ficam sem saber o que fazer.  Então solteiros e solteiras que aos fins de semana têm dificuldade de passar o tempo.  Ou têm uma boa rede de amigos ou o fim de semana para eles custa-lhes a passar.

Já tive em repouso absoluto numa gravidez, e o que me valeu, foi saber entreter-me, saber estar comigo. É  muito dificil não poder sair andar etc.

Neste momento em que o desemprego aumenta todos os dias, para além do drama de não saber como sustentar a casa, quem não sabe o que fazer nos seus tempos livres, entra mais rapidamente em "parafuso".

Todos aqueles que ainda vão tendo subsidio se não estiverem habituados a entreter-se nos tempos livres (ir para os centros comerciais não conta), ficam com mais um problema, o que fazer nos tempos livres.

Até os presidiários que se ocupam e aceitam ter actividades nas prisões, passam melhor e ficam mais equilibrados.

Assim é importante ensinar às crianças e nossos jovens que para além de serem úteis trabalhadores, é preciso ajudar a perceber o que eles gostam mais de fazer, e fomentar que se saibam entreter sózinhos sem ser preciso gastar dinheiro, ou ter sempre programas para todos os tempos livres.

É importante que as crianças tenham algum tempo livre em casa para poderem desenvolver o seu lado criativo sem ser à frente de uma televisão ou de um computador.

Todos nós quando estivermos mais velhos teremos mais tempo livre e é importante sabermos entreter a nós próprios, seremos mais felizes se conseguirmos nos entreter.

Assim, mesmo nesta crise, é preciso pensar nos seus tempos livres como momentos não para vegetar à frente da televisão e computador mas fazer mais. Algo diferente e conhecer quais as suas habilidades que lhe possam dar prazer.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Solteiros / Casados


Quem está casado pensa que deve ser bom ser solteiro e  poder fazer tudo.

Quem está solteiro acha que sorte quem está casado tem companhia para fazer tudo.

Os solteiros não têm horas, chegam quando querem, e se não criam para eles horários próprios, correm o risco de fazer a vida fora de horas.

Os casados têm horários para tudo se quiserem coordenar e procurar ter um equilibrio na sua vida.

Todos podem se queixar e todos podem ter desculpa, para achar que os outros estão melhor que eles.

Os solteiros acham que se tivessem alguém quando chegassem a casa, não queriam sair tanto, estariam bem em casa e poderiam fazer imensas coisas. Sentem um vazio e custa-lhes, acanham-se e acabam por não procurar tanto os amigos.

Muitas vezes os casados não convidam os solteiros porque eles acham que os solteiros iam se aborrecer de ir só estar com eles sem mais diversão (vida nocturna etc). Se convidam alguém também solteiro é porque estão a querer ser casamenteiros, se o solteiro é o único solteiro, é raro este não chamar à atenção para isso ou mesmo prefere não aparecer, ou fica timido.

Também há o conceito que as mulheres divorciadas deixam de ser convidadas para casa dos casais amigos porque as "amigas" casadas têm medo da concorrência. Será assim?

Os casados acham que se fossem solteiros iam conseguir fazer muito mais coisas.

Nas férias os solteiros podem ir com amigos diferentes de férias, podem escolher quando fazer férias e fazem o que lhes apetecer.  Podem também não ter com quem ir de férias e não ter coragem de ir sózinhos.
Ou então podem ir sózinhos e desfrutar da sua liberdade e apreciar tudo o que gostam de fazer, exposições, espectáculos, praia, campo etc. Fazer um curso que gostavam, ou aprender uma lingua nova.  Ou mesmo ficar por casa e pôr a leitura em dia, pintar etc.

Nas férias os casados têm que combinar a data de férias por causa dos trabalhos, por vezes têm que estar com as famílias de cada um e isso pode tirar bastante tempo.  Muitas vezes é nestas alturas que surgem as grandes discussões, é difícil equilibrar como cada um quer desfrutar do seu tempo livre que é escasso.

Solteiro ou casado à sempre maneira de não estar contente e pensar que a vida do outro é melhor que a que se tem.

Todos têm problemas, casados e solteiros, todos se podem queixar, isso é fácil. Portanto basta gerir os seus problemas e perceber que não é pior nem melhor que os outros.  Só têm que viver e aproveitar o melhor que têm no seu "mundo".


  

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Produtividade e vida nocturna

Em Portugal existem alguns hábitos que contribui para prejudicar os jovens portugueses:

- Os bares e discotecas abrem muito tarde e as discotecas acabam muito tarde. Não há quem fique com a cabeça no lugar depois de noitadas até às 6 ou 7 da manhã a beber bebidas alcoólicas.

- As saídas à noite podem começar muito cedo na idade não há fiscalizações e os pais preferem deixar sair do que obrigar a dormir. 

- Os jovens têm tendência para serem os coitadinhos, tudo serve para os tentar poupar.

- A tendência é dos 10 aos 20 anos mais ao menos considerar que coitadinhos têm que se divertir, coitadinhos os professores não os percebem, coitadinhos "no nosso tempo isso não havia".

- Se o "coitadinho" se deitou tarde mesmo por culpa de ir para os "copos" tem que se deixar dormir.

- Eles são jovens têm que estar com gente da idade deles, levado ao extremo, que depois não sabem estar nem comportar quando estão com pessoas mais velhas, nem as ouvem.

Com isto quero explicar que para mudar a mentalidade de Portugal e melhorar a nossa produtividade devia-se pelo menos começar por aqui.

Quem estuda a sério, percebe e não quer fazer este tipo de vida, faz um pouco em férias mas logo percebe que não é ritmo de vida.

Quem faz desporto a sério, percebe que se fizer noitadas não vai ter o mesmo rendimento nos dias seguintes.

Produtividade não liga com maus hábitos de sono, nem com falta de disciplina, nem falta de brio.

Assim para não haver modas de ir tão tarde para a noite, tudo devia começar horas mais cedo e acabar muito mais cedo pelo menos 3 ou quatro da manhã. Para começar e mais tarde devia ir só até às duas da manhã.

As bebidas alcoólicas fazem pessimamente a jovens de 13, 14 e por aí fora. 

Quanto mais cedo começam a sair mais cedo começam a consumir.  Os fígados deles ainda estão a formar-se, e, isso compromete a saúde deles no futuro. 

Vida noturna deve ser mais controlada em termos de horários e bebidas alcoólicas (com menos de 18 anos não deviam mesmo beber bebidas alcoólicas).  Podem dizer que vão beber na mesma, eu também acho que alguns sim mas outros não.

 Até a saúde do nosso país vai ser afectada por problemas de fígado daqui a uns 20 ou 30 anos.  Vai sair mais caro ao país ter achado graça aos shots que as crianças andaram a beber indiscriminadamente.

Sempre ouvi dizer: "Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer".

Portugal tem que tomar mais conta da sua juventude.

Nota:
Não falei de droga, nem de criminalidade de propósito.  Tudo isso vai continuar a haver, mas pelo menos reduzir no que é mais fácil e mais rápido primeiro.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Correr

Gosto de ver tanta gente a correr por Lisboa.

Quando eu tinha 15 até aos 26 corria pelo menos 3 vezes por semana.  Ia correr de manhã cedo para uma pista num clube que havia ao pé de casa dos meus pais, porque na rua as pessoas metiam-se.  Na zona do rio ainda era muito isolado, ainda não tinham aparecido os restaurantes e demanhã o que havia era um outro pescador.  Não podia ir sózinha só se tivesse companhia.

Na altura as minhas amigas não faziam quase nada de desporto e muito menos correr tão cedo e manter uma rotina e portanto era difícil ter companhia.

Agora passado 30 a 20 e tal anos, gosto de ver que está tudo diferente.  As pessoas vão correr para todo o lado e já é normal.

A sensação de correr em passo de maratona é muito agradável.  Para além de apanharmos ar, sentimos o vento na cara, vamos vendo paisagens diferentes que distrai e além disso vamos perdendo calorias e ganhando tonus muscular.  Ao longo do ano o clima diferente a luz é diferente.

Outra sensação fantástica é conseguirmos ir ultrapassando os nossos limites, não é os dos outros mas os nossos.

A sequência é mais ou menos esta:
- quando se começa a correr parece que o corpo até nos pesa um bocado,
- depois de 2 ou 3 minutos começamos a desfrutar e conforme a nossa resistência podemos correr um bom bocado com gosto e alegria,
- no fim começamos a sentir o corpo e o nosso cerebro a convencer-nos que secalhar chega, que podiamos ficar por ali, não precisamos de correr mais etc.,
-mas o que é mais interessante é ultrapassar essas fases psicológicas e conseguirmos correr mais um pouco.

A satisfação física e psicológica de nos ultrapassarmos através da corrida dá-nos saúde e faz-nos conhecer um pouco melhor e trabalhar a nossa resistência a todos os níveis.

Não sei se vou poder voltar a correr porque tenho um problema na anca, mas recomendo vivamente a experimentar, não para serem fantásticos mas para se conhecerem melhor e treinar as vossas resistências.