domingo, 3 de fevereiro de 2013

Solteiros / Casados


Quem está casado pensa que deve ser bom ser solteiro e  poder fazer tudo.

Quem está solteiro acha que sorte quem está casado tem companhia para fazer tudo.

Os solteiros não têm horas, chegam quando querem, e se não criam para eles horários próprios, correm o risco de fazer a vida fora de horas.

Os casados têm horários para tudo se quiserem coordenar e procurar ter um equilibrio na sua vida.

Todos podem se queixar e todos podem ter desculpa, para achar que os outros estão melhor que eles.

Os solteiros acham que se tivessem alguém quando chegassem a casa, não queriam sair tanto, estariam bem em casa e poderiam fazer imensas coisas. Sentem um vazio e custa-lhes, acanham-se e acabam por não procurar tanto os amigos.

Muitas vezes os casados não convidam os solteiros porque eles acham que os solteiros iam se aborrecer de ir só estar com eles sem mais diversão (vida nocturna etc). Se convidam alguém também solteiro é porque estão a querer ser casamenteiros, se o solteiro é o único solteiro, é raro este não chamar à atenção para isso ou mesmo prefere não aparecer, ou fica timido.

Também há o conceito que as mulheres divorciadas deixam de ser convidadas para casa dos casais amigos porque as "amigas" casadas têm medo da concorrência. Será assim?

Os casados acham que se fossem solteiros iam conseguir fazer muito mais coisas.

Nas férias os solteiros podem ir com amigos diferentes de férias, podem escolher quando fazer férias e fazem o que lhes apetecer.  Podem também não ter com quem ir de férias e não ter coragem de ir sózinhos.
Ou então podem ir sózinhos e desfrutar da sua liberdade e apreciar tudo o que gostam de fazer, exposições, espectáculos, praia, campo etc. Fazer um curso que gostavam, ou aprender uma lingua nova.  Ou mesmo ficar por casa e pôr a leitura em dia, pintar etc.

Nas férias os casados têm que combinar a data de férias por causa dos trabalhos, por vezes têm que estar com as famílias de cada um e isso pode tirar bastante tempo.  Muitas vezes é nestas alturas que surgem as grandes discussões, é difícil equilibrar como cada um quer desfrutar do seu tempo livre que é escasso.

Solteiro ou casado à sempre maneira de não estar contente e pensar que a vida do outro é melhor que a que se tem.

Todos têm problemas, casados e solteiros, todos se podem queixar, isso é fácil. Portanto basta gerir os seus problemas e perceber que não é pior nem melhor que os outros.  Só têm que viver e aproveitar o melhor que têm no seu "mundo".


  

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Produtividade e vida nocturna

Em Portugal existem alguns hábitos que contribui para prejudicar os jovens portugueses:

- Os bares e discotecas abrem muito tarde e as discotecas acabam muito tarde. Não há quem fique com a cabeça no lugar depois de noitadas até às 6 ou 7 da manhã a beber bebidas alcoólicas.

- As saídas à noite podem começar muito cedo na idade não há fiscalizações e os pais preferem deixar sair do que obrigar a dormir. 

- Os jovens têm tendência para serem os coitadinhos, tudo serve para os tentar poupar.

- A tendência é dos 10 aos 20 anos mais ao menos considerar que coitadinhos têm que se divertir, coitadinhos os professores não os percebem, coitadinhos "no nosso tempo isso não havia".

- Se o "coitadinho" se deitou tarde mesmo por culpa de ir para os "copos" tem que se deixar dormir.

- Eles são jovens têm que estar com gente da idade deles, levado ao extremo, que depois não sabem estar nem comportar quando estão com pessoas mais velhas, nem as ouvem.

Com isto quero explicar que para mudar a mentalidade de Portugal e melhorar a nossa produtividade devia-se pelo menos começar por aqui.

Quem estuda a sério, percebe e não quer fazer este tipo de vida, faz um pouco em férias mas logo percebe que não é ritmo de vida.

Quem faz desporto a sério, percebe que se fizer noitadas não vai ter o mesmo rendimento nos dias seguintes.

Produtividade não liga com maus hábitos de sono, nem com falta de disciplina, nem falta de brio.

Assim para não haver modas de ir tão tarde para a noite, tudo devia começar horas mais cedo e acabar muito mais cedo pelo menos 3 ou quatro da manhã. Para começar e mais tarde devia ir só até às duas da manhã.

As bebidas alcoólicas fazem pessimamente a jovens de 13, 14 e por aí fora. 

Quanto mais cedo começam a sair mais cedo começam a consumir.  Os fígados deles ainda estão a formar-se, e, isso compromete a saúde deles no futuro. 

Vida noturna deve ser mais controlada em termos de horários e bebidas alcoólicas (com menos de 18 anos não deviam mesmo beber bebidas alcoólicas).  Podem dizer que vão beber na mesma, eu também acho que alguns sim mas outros não.

 Até a saúde do nosso país vai ser afectada por problemas de fígado daqui a uns 20 ou 30 anos.  Vai sair mais caro ao país ter achado graça aos shots que as crianças andaram a beber indiscriminadamente.

Sempre ouvi dizer: "Deitar cedo e cedo erguer, dá saúde e faz crescer".

Portugal tem que tomar mais conta da sua juventude.

Nota:
Não falei de droga, nem de criminalidade de propósito.  Tudo isso vai continuar a haver, mas pelo menos reduzir no que é mais fácil e mais rápido primeiro.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Correr

Gosto de ver tanta gente a correr por Lisboa.

Quando eu tinha 15 até aos 26 corria pelo menos 3 vezes por semana.  Ia correr de manhã cedo para uma pista num clube que havia ao pé de casa dos meus pais, porque na rua as pessoas metiam-se.  Na zona do rio ainda era muito isolado, ainda não tinham aparecido os restaurantes e demanhã o que havia era um outro pescador.  Não podia ir sózinha só se tivesse companhia.

Na altura as minhas amigas não faziam quase nada de desporto e muito menos correr tão cedo e manter uma rotina e portanto era difícil ter companhia.

Agora passado 30 a 20 e tal anos, gosto de ver que está tudo diferente.  As pessoas vão correr para todo o lado e já é normal.

A sensação de correr em passo de maratona é muito agradável.  Para além de apanharmos ar, sentimos o vento na cara, vamos vendo paisagens diferentes que distrai e além disso vamos perdendo calorias e ganhando tonus muscular.  Ao longo do ano o clima diferente a luz é diferente.

Outra sensação fantástica é conseguirmos ir ultrapassando os nossos limites, não é os dos outros mas os nossos.

A sequência é mais ou menos esta:
- quando se começa a correr parece que o corpo até nos pesa um bocado,
- depois de 2 ou 3 minutos começamos a desfrutar e conforme a nossa resistência podemos correr um bom bocado com gosto e alegria,
- no fim começamos a sentir o corpo e o nosso cerebro a convencer-nos que secalhar chega, que podiamos ficar por ali, não precisamos de correr mais etc.,
-mas o que é mais interessante é ultrapassar essas fases psicológicas e conseguirmos correr mais um pouco.

A satisfação física e psicológica de nos ultrapassarmos através da corrida dá-nos saúde e faz-nos conhecer um pouco melhor e trabalhar a nossa resistência a todos os níveis.

Não sei se vou poder voltar a correr porque tenho um problema na anca, mas recomendo vivamente a experimentar, não para serem fantásticos mas para se conhecerem melhor e treinar as vossas resistências.


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Uma contradição


Não, não vou falar de António Costa, nem de Seguro em particular, já falei noutros dias e pelos visto tinha razão.

O assunto é com a esquerda em geral.

No 25 de Abril aconteceu um processo de despedimento com perseguições e no fundo  houve muitos despedimentos. Trataram-se os trabalhadores de uma forma discriminatória.  Não eram as qualificações, não era se eram necessários ou não, nem sabiam muitas vezes como eram as pessoas que despediram mas fizeram sem pensar o que ia ser deles.  Achavam que eram fascistas e pronto eram despedidos sem mais nada, normalmente na hora.

São agora os que no 25 de Abril:
- aprovaram os despedimentos nas empresas nacionalizadas e nas próprias instituições do estado e na RTP etc, sem qualquer cuidado e não havendo subsídios de nada,
- aceitaram e ordenaram despedimentos que não tinham nada a ver com as capacidades de trabalho,
- que tomaram conta das propriedades agrícolas e as destruíram,
- que tiveram oportunidade para que industrias que estavam montadas tivessem ótimos resultados e não o fizeram.

São estas pessoas que agora ajudam e apoiam os trabalhadores a fazer greves, e não aceitam qualquer despedimento mesmo que estes tenham indeminizações e subsidio de desemprego.

São estas pessoas que se indignam por tentar recuperar a credibilidade do país, perdida.

Não se percebe o que querem, numa altura, acham muito bem perseguir, despedir e tomar conta de empresas e propriedades que não são deles. Noutras alturas despedir porque não há trabalho para dar aos trabalhadores já é uma injustiça social.  Assim as manifestações e greves vão variando nos argumentos mas é sempre o mesmo.

Os que com o 25 de Abril conseguiram "vingar na vida", com casas próprias e casas de verão, até em zonas nobres que não estavam acessíveis a todos os que quisessem aí construir, já não querem confusões.  

Os outros continuam com raivas e problemas que transmitem a quem pouco tem e encaminham-nos para estes se sentirem mais miseráveis do que são.

A esquerda portuguesa para defender o povo procura ser sempre com o argumento do coitadinho.  São os primeiros a humilhar os mais fracos e a definhá-los, para dar um ar protetor e dar um ar que fazem alguma coisa de útil por eles.

É preciso mudar a forma dos defender, é sempre preciso defender os mais fracos mas as greves e manifestações, não são a solução.  Os sindicatos deviam arranjar outras formas de ajudar os seus sindicalistas.

Estamos no séc.XXI era bom e esperemos que aconteça mesmo, que haja mudanças e com um povo mais culto do que antigamente, seja mais fácil o progresso neste país que tanto precisa orientação que não seja pela raiva mas sim pela razão.

Tenho esperança na geração que entre os 20 anos e os 30 anos que estão bem preparados mas não estão a ter oportunidades, que venham a ganhar força e todas as estruturas hierárquicas que sejam necessárias serão diferentes.

Os trabalhos e cargos serão atribuídos pela eficiência e capacidade curricular e apenas através das qualidades de cada um.  Nem cunhas, nem a cor politica terá peso perante as capacidades de cada pessoa.

Tenho esperança!


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Linhas Brancas


As linhas brancas muitas vezes são um bem para as nossas carteiras mas...  

Não gosto e não acho correto em termos de concorrência com o que nos deparamos nos supermercados.
Os produtos de linha branca não deviam poder ter as mesmas cores da concorrência.

Devia ser justo a forma de colocar os produtos nas prateleiras,

Será que segundo as, leis da concorrência os supermercados podem fazer o que estão a fazer?

Se podem as leis deviam ser mudadas para proteger os produtores.

A ideia que dá, é que os produtores ou produzem para eles (supermercados) ou os seus produtos se houver linha branca estão com a vida muito dificultada.

A ideia que me dá em certos produtos de linha branca é que são o resultado de especialistas do copianço do liceu.  

Quem não teve um colega que conseguia estudar muito pouco ou nada, mas com o que conseguia copiar de um e de outro ainda conseguia melhor nota do que por quem copiava.

Há certos produtos de linha branca que são com as mesmas cores dos outros, se não estivermos com muita atenção compramos linha branca sem dar por isso, depois percebemos que até a embalagem é mais inteligente que a dos outros.  

No outro dia aconteceu-me isso com uns queijos.  Em vez de virem dois juntos,  comprei o da linha branca, tinha a solução de ter um picotado que separava um do outro o que é uma melhor solução se só quisermos usar um queijo de cada vez. Tinha as mesmas cores da outra marca e estava no mesmo sitio que o outro antes estava, só depois percebi que afinal não era da marca que eu queria mas sim da linha branca.

Outra situação é chegarmos à zona da prateleira do produto que queremos e esta estar vazia com a etiqueta de preço no sitio certo, mas "por acaso" naquele momento o produto não há e como tal a solução é comprar a marca do supermercado.  

O fornecimento das prateleiras também pode ser gerido de uma maneira a favorecer certos produtos e isso é muito difícil provar.  Mas na verdade eu estou convencida que muitas vezes deve ser uma manobra de escoar os produtos que o supermercado quer, não preenche a parteleira com os produtos que faltam e assim o cliente compra o que há e já nãotem opção de escolha.

O produtor do produto em falta não sabe é terrível, está a pagar a sua posição na prateleira e perde clientes sem poder fazer nada. Mais tarde eles preenchem a parteleira mas um certo número de clientes deixou de comprar o produto em falta.

A desculpa que não tiveram tempo em preencher a prateleira não é possível de provar.

Antigamente os empregados estavam sempre de volta das prateleiras a fornecê-las de forma a não faltarem produtos.  Agora se avisamos que falta um produto eles não nos dão explicação, para mim, é porque não está esgotada só não tiveram ordem de preencher com o produto.

Para mim esses supermercados perdem com isso, porque não se confia noutras vezes que ele vão ter os produtos que nós queremos e com isso aos poucos vão perdendo clientes que têm opção de escolher outros supermercados.  É uma boa maneira de ganhar a curto prazo mas não a longo prazo.  A imagem do super que passa a vida a ter falta de produtos deixa de ter qualidade.

A forma de querer manipular a escolha do cliente é terrível e está a ser levada ao exagero.  

A curto prazo os produtores são quem mais perde.  Aos clientes dá mais trabalho.

Não acho justo principalmente para os produtores nacionais terem que trabalhar nestas condições. 
  
Acho muito bem que existam produtos de linha branca, mas acho que a concorrência não deve ser desleal.




domingo, 27 de janeiro de 2013

No seu melhor


Costa Amigo Costa

No PS todos são amigos.  Todos dizem que são amigos, mas existe quase sempre um mas…

Toda a gente sabe que todos os presidentes da câmara de Lisboa tiveram sempre mais ambições do que ser presidente da câmara. 

Todos querem deixar obra a todo o custo.

Costa - como eu escrevi em"“Esquizofrenia" na Câmara Municipal de Lisboa?” -  no mês de Dezembro, está a passar um mau bocado.

É natural que depois de ir para os Anjos queira fugir de lá rapidamente, acho que toda a gente percebe que aquilo foi só para ficar bem na fotografia.

A grande obra dele foi conseguir destruir a boa imagem que a praça do Marquês de Pombal tinha.

A febre das rotundas chegou tarde depois de todos os munícipes em Portugal terem rotundas, faltava realçar este feito em Lisboa.

Assim o amigo Costa teve de alterar o Marquês de Pombal e fazer experiências com a Av. mais importante da capital que é a Av. da Liberdade.

O amigo Costa que há muito ambiciona ser primeiro ministro de Portugal foi muito simpático deixar o amigo Seguro ir â frente partir pedra, enquanto ele ficava nos Anjos a fazer boas obras.

Agora Costa que viu um deslumbre que a parte pior estava a passar, que Seguro já não estava seguro, resolveu dar um ar da sua graça e implementar um certo mistério do que irá fazer.

Na verdade a sua “obra” como presidente da Câmara não foi nada de especial nem os buracos das ruas melhoraram e portanto ele bem pode mudar de tacho.
Pelo menos no PS não o deixam andar de carro eléctrico e portanto ele vai poder andar de carro mais elegante, não tão económico. Não era ele que no início ia andar de transportes públicos quando chegou â Câmara?

O orçamento da câmara não foi aprovado.

A EPUL agora que está a dar lucro é que deve acabar.

Os semáforos estão a avariar todos os dias em Lisboa porque algum iluminário resolveu mexer numa coisa que até funcionava bem em Lisboa. Parece que resolveram poupar num serviço essencial para colocar outra empresa que não sabe nada disto e portanto cobra muito barato, assim está tudo muito confuso e os Lisboetas é que pagam com o desmazelo que se passa na CML.

O amigo Costa nunca deu conta do recado, mas este último ano com pressa para deixar algo que se visse. fez das boas e agora quer se candidatar a estragar mais um bocadinho deste país que já teve muitos como ele.

No fundo afinal o amigo Seguro se calhar não é tão mal como parecia e perante o que se vislumbra no horizonte PS.

Falavam das quezílias do PSD mas o PS está fantástico com aquele amigo Pereira a comandar operações e todos já se babam com o sangue na arena. Até parece que já vem aí o poder, os olhos mais vivos e mais entusiasmados.

A amiga Glória que não sei qual é o poder escondido que ela tem, é que consegue manter o tacho uma vez que o “competente” ministério público mais uma vez mostra a sua isenção e eficiência a tratar de um assunto que podia e devia a ser exemplar.

Enfim continuamos neste burgo à espera de melhores dias sempre com lobos e ratos do esgoto à procura de mais presas.



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Alarmes sim ou não?


Sistema de alarmes nas casas será que afugenta ou atrai os ladrões? 
         

Os alarmes normalmente afugentam a maior parte dos ladrões mas não são "remédio santo".

As minhas dúvidas são:  
se ter um alarme num prédio em que ninguém tem alarme não será que diz: "eu tenho mais do que os outros",
num prédio em que quase todos têm alarme, quem não tem, será que fica mais destinado a ser roubado?
ter um autocolante no lado de fora na varanda ajuda? Ou é mais publicidade à empresa do alarme?
se o alarme toca e a empresa demora a reagir? 
se a policia consegue chegar em tempo útil?                                     

O alarme não está ligado em várias situações em que têm havido assaltos, como por exemplo:
se enganarem quem abre a porta o alarme não serve
se entrarem quando estamos a entrar em casa
se estivermos em casa normalmente o alarme não está ligado 
se entram pela janela quando estamos em casa

Na casa particular é muito útil principalmente porque afasta a maioria dos ladrões quando não estamos.

 Mas mesmo assim dos alarmes que conheci acho:
quando se está em casa são incómodos, se queremos ir à cozinha durante a noite no andar de baixo e o alarme está ligado ficamos limitados,
podemos estar sempre em sobressalto se vamos ouvir o alarme a disparar,
se o alarme avaria e começa a tocar e não se cala, apanhamos um susto dos diabos
se somos assaltados o alarme toca mas a empresa ou a policia podem não chegar em tempo útil, como a empresa telefona antes de ir ao local, demora tempo e portanto não acho eficaz.


O problema é que os ladrões muitas vezes já conhecem os tipos de alarme as rotinas das empresas de segurança etc, portanto os alarmes evitam mas o risco existe na mesma.

Podemos comparar o comportamento dos ladrões aos estudos de mercado em relação aos clientes.


No fundo depende da sorte, que tipo de ladrão estamos a falar:
 os ladrões que existem mais, realmente são os que não querem arriscar muito e portanto o alarme sempre os intimida,
qual é o sector de mercado que eles procuram,
 que riscos eles estão prontos a correr,
quantos ladrões fazem parte da equipa,
que informações eles têm das nossas rotinas e o interior das nossas casas.

Já experimentei ter alarme em casa tanto numa casa de verão como num andar e evita mas não é seguro.

Hoje em dia os assaltos que mais se ouve falar são aqueles em que o alarme não estava ligado e os donos da casa estão presentes.  O que fazer numa situação destas?

Estas questões podem levar-nos ao problema de como nos devemos defender, o que existe que possa nos tornar mais seguros.

Grades?
Quando estamos em casa existe sempre um ponto frágil que os ladrões podem recorrer, a porta ou uma janela que a grade não está fechada, ou então vivemos numa casa que deprimida e triste que não é boa para nós. 

Câmaras de vigilância?
Muitas vezes os ladrões estragam as câmaras antes de entrar.
Faz-me confusão porque normalmente se os ladrões vierem tapados não os conseguem apanhar e ainda por cima só depois de ver a gravação é que se vai tentar apanhar os ladrões que já roubaram ou até nos fizeram mal.
Claro que as câmara se tiverem a ser vigiadas por um segurança 24 horas é útil mas nas casas particulares isso é quase inviável.
Assim leva-nos à questão que tem estado muito em discussão nos Estados Unidos que é a licença de porte de arma.

Será que com todos os defeitos que é ter uma arma em casa isso defende mais quem está em casa e é assaltado?
Eu sou contra, mas compreendo que quem viva no campo ou numa casa isolada se sente mais seguro tendo uma arma por perto.

O problema é que quem assalta pode estar mais bem armado  ou então os horríveis acidentes que tempos a tempos acontecem que alguém na família usa indevidamente a arma.

Claro que talvez o ideal seria aqueles sistemas em que se o alarme toca todas as janelas e portas se fecham com placas de metal e isso nos filmes dá uma sensação que deve ser muito seguro mas o problema é se isso funcionasse bem e os ladrões já estivessem dentro de nossa casa, não seria pior termos que lidar com eles até a policia chegar?
Bem os sistemas que vemos nos filmes também aparecem quando estamos a ver algum ladrão a tentar roubar esses locais portanto também não são infalíveis.


Enfim os alarmes são úteis mas não os acho seguros. 

Gostava que hoje em dia que se inventa tanta coisa, que poderíamos ter um sistema de segurança que reconhecesse quem era de casa. Andariamos com os alarmes ligados mas só se aparecessem alguém estranho é que o alarme tocava. Será que já existe?



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

O Comportamento tem réplicas




Do Céu caiu uma estrela - Um filme de Frank Capra - A personagem representada por James Stewart no Natal está desesperado, tem mulher e filhos, mas está tão desesperado que pensa em que não devia ter existido e pensa em acabar com tudo. Nessa altura, tem a possibilidade de ver a vida dele para trás (e nós também vemos), percebe o quanto ele fez a diferença nas pessoas com quem ele foi-se cruzando na vida e com isso ele pensa melhor e acaba por ver outra forma de enfrentar a dificuldade e acaba por ser apoiado e ajudado.

É sem dúvida um filme que toda a gente deve ter presente, principalmente numa altura difícil, é bom percebermos que todos fazemos diferença e falta.  Qualquer pessoa tem efeito nos outros e isso faz toda a diferença.

Todos nós gostamos quando alguém tem um gesto amável conosco, os portugueses costumam ter fama de serem gentis, mas é preciso pensar que devemos continuar e podemos ser melhores.

É preciso que cada criança tenha alguém que acredite nela e aposte nela. É preciso falar com as crianças, elas não sabem se não sentirem, ou ouvirem alguém que acredita, que confia nelas, que acha que elas são capazes.

Há quem diga que uma das orientações que podemos ter para saber o que queremos fazer na vida é pensar como queremos que os outros se lembrem de nós quando morrermos.

As crianças captam tudo e o exemplo que lhes damos é mais forte que tudo o que dissermos.  Assim não são só os nossos filhos que podem beneficiar de um bom exemplo mas são todos com quem nos cruzamos todos os dias.

Os professores, os pais os tios os avós todos eles deixam marcas em nós, e com isto quero dizer que mesmo que a vida esteja a correr mal, há que pensar que alguém pode beneficiar com o nosso comportamento agradável.

Quem não se lembra de um professor que era melhor que outros, que disse alguma coisa que fez diferença, uma tia ou tio que foi simpático, alguma conversa que tiveram conosco ou que nós assistimos e vimos como um bom exemplo a seguir.

Os outros que não têm culpa do que nos acontece, não precisam de levar com a nossa má disposição.

As coisas boas e as coisas más passam e com calma consegue sempre haver uma solução.

Se não formos simpáticos é mais difícil os outros serem simpáticos conosco, não é ser interesseiro mas perceber que podemos ser nós os primeiros a ser amáveis e não estar à espera que sejam conosco.

Muitas vezes pensamos que alguém fez bem uma coisa mas achamos que não vale a pena dizer.  Eu acho que as coisas boas devem ser ditas.

Ter um comportamento agradável ou sorrir, ainda não paga imposto.



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

PS e a sua arrogância


Arrogância sim, o Partido Socialista embora sendo um dos responsáveis pela situação que o país se encontra, tem a arrogância de se pôr de fora quando lhe convém.


Numa altura que não é para ter birras o PS querendo mostrar-se forte (a necessidade de mostrar-se forte é sintoma de insegurança e fraqueza), resolve que agora não quer negociar as restruturações do país. Quem é forte não precisa de mostrar, é e neste momento era preciso ser superior a birras e estabelecer metas com o governo e fazer um plano a longo prazo para o país independentemente quem fosse que fosse que estivesse a governar.


É pena!

PS só joga se for dono da bola, então Portugal tem de esperar porque eles não são governo.  Não sabem nem querem ter papel importante na restruturação do estado, não dá jeito ao partido.

No fundo o PS não quer ajudar na reforma do Estado porque não tem ideias ou tem medo que as novas que tem não resultem e quando chegar às eleições o povo tenha visto que eles também falharam.  Eles já fizeram asneira  no governo e não sabem como tirar o país disto.  É mais fácil criticar.

Jorge Sampaio diz que a reforma não pode ser feita à pressa, que não pode ser "para inglês ver".  O problema é esse, o PS nunca teve pressa. É por isso que estamos como estamos, na bancarrota.  Não devemos mudar pelos credores então o que se faz? Não se paga? Fica-se a dever toda a vida, porque nos prolongam o tempo da divida e com isso nunca mais levantamos a cabeça.

No PS ainda não estão organizados, mas vão estar porque contrataram os responsáveis pela comunicação de Sócrates.  Pelo menos imagem vão ter.

A esquerda portuguesa no fundo quer dividir para reinar.  Não se entendem nem querem que os outros se entendam não dá jeito, e portanto ninguém se interessa em planos para o futuro de modo a alterar o percurso de Portugal.  Preferem ficar sentados a ver.

Agora de repente Seguro já pede a maioria, vai ser o salvador da pátria.  É muito democrático, quem está no governo eleito pelo povo com maioria já não deve governar e ele é que deve.  Ele é que sabe como vai pôr o país a funcionar. Mas só quando ele for governo é que faz. Até lá não faz acordos porque o país pode esperar por ele. É fantástico a auto-confiança de Seguro, está como novo.


Vamos esperar para ver!


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

likes nos museus


Acho que podia ser interessante para os museus.       


Visitantes a um museu, crianças ou um crescido que não tenha um interesse especial tem por vezes dificuldade em reter muita informação.  Normalmente tem de haver algo que nos crie alguma sensação. Para os meus filhos gostarem, e sei que mais pessoas fazem isso, desde pequenos que comecei a pedir para eles procurarem em cada divisão a obra que mais gostaram e expliquem porquê, até para mim resulta, fico mais atenta e acho interessante ver o que escolhem e o que lhes interessa.


Lembrei-me, porque não, em cada final de sala as pessoas serem convidadas a votar, a dar o seu like, no que mais gostaram e ai poderiam ou não justificar com pequeno questionário de escolha múltipla, e à saída podia existir um ecran com o top das obras que foram mais votadas, no dia na semana ou no mês.


É possível que depois iria criar problemas de filas para votar e podia-se alargar a que fosse através de sms ou com os telemóveis havendo wi-fi seria fácil.


Atendendo que a que a forma de estar e as perspetivas das crianças e adolescentes estão a mudar, poderia criar uma maior motivação para visitarem os museus e aprender algo mais, pelo menos aquelas obras que lhes tivessem sobressaído mais ficassem na memoria e procurassem saber mais.



É só uma ideia que talvez interessa-se aos museus para criar mais visitas.  Sei que há museus que usam uma nintendo para ajudar a fazer a visita, mas nunca vi nada de se poder votar nas obras com mais impacto. 


No fim sabia-se os resultados e podia ser interessante para os museus para diversas situações, como por exemplo além de publicidade, que podiam usar com esta inovação depois poderiam de tempos a tempos sobressair com dados sobre as votações. Também para conseguir patrocínios poderia ser mais um instrumento  com informação útil e de interesse para fomentar os apoios.

Já nas visitas virtuais em casa cada um também podia votar.

Hoje em dia já existem museus que quando procuramos uma obra de arte eles sugerem outras obras que nós também podemos apreciar (estilo Amazon com os livros).

Existem também uns que salienta o que os curadores do museu elegeram como referências.


Está tudo a mudar e para os museus manterem-se vivos e haver mais visitas poderia ser interessante.


Fica só a ideia!