terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Tempos piores médicos melhores

Médicos quando bons deviam receber mais do que nós todos.

Quando digo isto é porque já várias vezes ao longo da vida conheci diferentes médicos e não há dúvida que são fundamentais.

Médicos cuidadosos, sensatos e humanos precisam-se!  

É fundamental que a formação de novos médicos seja muito bem preparada a nível técnico mas a ligação com o doente é muito importante.

Saber com quem estão a falar em assuntos sérios, deve ser levado a sério, não podem assustar nem podem pensar que estão à frente de algum atrasado mental.

Até agora com as médias exigidas para entrar em medicina, Portugal assistiu à formação de muitos médicos muito técnicos mas com motivações muitas vezes erradas, a esperança de grandes ordenados motivou muitos bons alunos a ir para medicina sem terem o minimo de vocação, e com isso deparamos com médicos brutos e sem qualquer sentimento.

Hoje com a crise e a descida das mordomias talvez a escolha de medicina seja mais ponderada e a motivação seja principalmente a vocação, tenho esperança.

Era importante voltar a ter médicos com mais vocação do que com interesses económicos.

Claro que como disse antes, quando bons devem ser premiados e reconhecidos.  E é injusto que com a crise alguns que trabalham imenso e com ótimos resultados sejam prejudicados, mas por uns pagam os outros.

Depois desta crise passar os bons vão-se continuar a salientar e isso será depois compensado.  E daqui para a frente a vocação talvez volte a ser a principal razão para estudar medicina e com isso no futuro todos iremos beneficiar disso.  Até as médias poderão baixar.

Existem médicos que fazem coisas fantásticas, desde aquele que consegue que as crianças gostem de ir ao médico (e assim na vida vão achar mais normal ir ao médico), como aqueles que fazem transplantes, operações ao coração, ajudam a curar cancros com humanidade e esperança.

Temos imensos portugueses que estudam fora Medicina e talvez aí estejam os com mais vocação.  Espero que no futuro após estas trapalhadas se consiga que estes venham para Portugal ajudar a continuar a ter um serviço médico humano e generoso como deve ser.

Tempos piores médicos melhores.

SEGURO já não está seguro

"Seguro" não está nada seguro.

Tem Carlos César livre, tem Carlos Coelho livre, tem António Costa muito por perto e sabe-se lá mais quem...

Além disso tem Mário Soares que não quer sair de cena.

Tantos beneméritos que existem no PS deve ser uma alegria estar a liderar um partido de oposíção com tanta oposição.

Vai ser interessante o desenrolar dos acontecimentos.


domingo, 6 de janeiro de 2013

Se houvesse solução?


Bloco esquerda e Partido Comunista falam muito dizem-se muito defensores do povo mas são muito teóricos. O discurso é muito parecido com o que diziam que iam fazer no 25 de Abril e foi um buraco.  

Os de esquerda, não se prepararam e portanto não havia ninguém à altura para chefiar as empresas nacionalizadas nem quem tomasse conta das propriedades agrícolas que estavam a funcionar.  

Tudo o que dava lucro foi tomado e com isso novos lideres surgiram. Onde estão eles?

Quem foram os artistas que deram cabo da Lisnave da Cuf e muito mais?
Quem são eles e aonde estão? Quem esteve à frente dos saneamentos e perseguições que foram feitas asseguir ao 25 de Abril de 1974?  O que fazem, o que fazem eles agora? O que fazem os filhos deles hoje em dia?


Porquê continuar a dizer que são contra os patrões, se não sabem fazer o trabalho deles.


Nacionalizar empresas para ficar a liderar sem ter competência nem contatos para ter mais vendas, aumentar os ordenados, sem aumentar a produtividade e não ter mais clientes não resolve os problemas, só demonstra pouca percepção da realidade.

Ainda não vi os partidos de esquerda a ter empresários que estejam à altura para tomar conta de empresas e melhorar resultados.  

Qual dos lideres dos partidos de esquerda que tem experiência empresarial com bons resultados?

 Não me parece que um Louçã ou uma Catarina Martins fossem capazes possuir um espirito comercial para cativar clientes para qualquer negócio e tivessem nervos de Aço para aturar uma banca sem dinheiro e nacionalizada que só daria credito por ordem do governo ou se fossem do mesmo partido.


Ainda não sei quem esteve lá, se foi tão bom porque não falam disso.

A esquerda fala muito mas não percebeu que são precisas pessoas com formacão prática e teórica.


Se querem fazer alguma coisa ao menos mostrem quem são os iluminários de esquerda que conseguiriam  fazer a economia de um pais prosperar de forma o povo poder ter uma vida decente com dignidade.  Todos os exemplos que vi até agora não conheço nem cá nem fora ninguém com a mesma ideologia de esquerda de sucesso.

Talvez achem que os cubanos vivem muito bem.  Então os professores que refilam por tudo, deviam gostar de ter um regime para viver como o de Cuba.


Assim acho que era mais útil ajudarem a termos soluções que se possam realizar.


É fácil protestar e destruir qualquer um consegue com sucesso.  O problema é conseguir caminhos e soluções para problemas concretos.


Querer salários mais elevados é bom mas não é por aí que se começa como uma iluminaria que era do Bloco de Esquerda disse como se fosse a solução.
Talvez motivar trabalhadores e não revoltá-los seria melhor.
Que tal com os contatos internacionais criar redes possíveis de distribuicão dos produtos produzidos.


Assim todos devíamos estar a procurar cativar os potenciais clientes para o nosso pais. 

Os turistas devem sentir segurança e continuar a achar-nos um povo simpático.  Se houver violência nas ruas o turismo desaparece e mais uma industria que sofre mais do já sofre.


Nós devemos procurar comprar produtos portugueses.  

Os sindicatos quando vão negociar com as empresas devem apresentar soluções, não é só exigir. Com sindicatos noutros países podiam ajudar aos contactos das redes comerciais e de distribuicão para haver mais exportações.


Assim em vez de dizerem mal, deviam ajudar a melhorar o que temos.

O PS tem tido um comportamento muito triste.  Nada patriótico e muito pouco positivo.  Assim resta esperar que no PS eles percebam qual é o papel neste momento no país e que se entendam rapidamente para ver se sai alguma coisa construtiva.



Neste momento não devia haver partidos mas sim grupos de especialistas que trabalhassem em cada area que fosse preciso melhorar.


Os da saúde juntos os da agricultura juntos, os da economia juntos, os do ensino juntos e os da justiça juntos de forma a conseguir-se algum resultado positivo.  Estarmos todos a torcer do mesmo lado e todos responsáveis.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Urgente já não é urgente?

Mais uma pérola da nossa justiça.

O Presidente da República não pode pedir urgência ao Tribunal Constitucional para julgar um assunto tão importante que o país está todo à espera.

Tal como explicaram na SIC notícias se o nosso PR pedisse com urgência que o Tribunal Constitucional julga-se o nosso Orçamento iria demorar muito mais.  O TC teria que pedir autorização ao parlamento e etc.

Fantástico, a burocracia no seu melhor.  Parece que estão a gozar conosco.

Afinal não é só o povo que sofre com a justiça portuguesa!  O próprio Presidente da República também tem uma amostra do que o povo passa.

O Tribunal Constitucional é muito importante e portanto tem que ter o tempo que quiser para julgar, parece que dizem que até vão conseguir que seja em 3 meses.  Mas será que aquelas cabeças só agora vão estudar o assunto e demoram 3 meses num assunto que é a especialidade deles.  

Todos os partidos de esquerda parecem saber mais do que os iluminários do TC. Nos partidos eles sabem que existem inconstitucionalidades.

Afinal existem mais coisas para fazer na Constituição.  Que tal não gozarem com o povo e quando é urgente deve ser mesmo urgente e não mandar "dar a volta ao bilhar grande" que é o Tribunal Constitucional manda fazer a um presidente da república quando este pede urgência.

 Só numa república das bananas isto seria normal.


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Homem prevenido vale por 2

Ainda por o Sec. de  Estado da Saúde defender a prevenção.

Está mais que provado que a prevenção é o caminho para reduzir os problemas em todas as situações muito mais na saúde.

Os acidentes de carro diminuem.
Mais cancros são apanhados a tempo de serem tratados.
Vários enfartes e AVCs são evitados.
Consumo de tabaco.
Consumo de drogas.
E muito mais pode ser feito se se continuar na prevenção.

À 30 anos acabei o liceu na area da saúde e embora não tenha exercido nada ligado à saude, foi uma ajuda para o meu dia a dia e até para compreender melhor e estar mais preparada para ajudar nas doenças dos meus pais, que acompanhei e mais tarde quando criei os meus filhos.

Já no liceu a formação aos potenciais profissionais na área da saúde era transmitido pelo menos por dois professores médicos que tive, já nos ensinavam que a prevenção era muito importante e que isso faria toda a diferença.  já na altura o lavar as mãos, o não fumar, o ter bons hábitos alimentares e fazer exercício físico eram abordados como o caminho a seguirmos.  Faz impressão ainda haver portugueses a criticar de algo conhecido à tanto tempo.

É muito bom hoje em dia ver tanta gente a procurar fazer exercício e isso tem evoluído muito no nosso país.

Para as crianças
Os serviços de neonatal têm feito um bom trabalho mas no meu entender acho que as mães deviam ser mais alertadas para os perigos dos nascimentos permaturos.  Embora sejam feitos hoje em dia milagres acho que os ginecologistas deviam sensibilizar mais para as gravidezes.  Existe um facilitismo de muita gente em arriscar nas actividades que fazem enquanto grávidas, por saber que os bébés podem sobreviver mesmo que nasçam mais cedo.

Às vezes parece que as grávidas não se importam que os bébés nasçam permaturos porque elas despacham-se mais cedo e os médicos depois tratam, faz-me muita impressão.

Existe ainda muito o espírito que o antibiótico resolve tudo e que existe comprimidos para tudo.
Existe também quem com asma continue a fumar e pessoas com diabetes que não resistem aos doces.  Julgam que depois resolvem com remédios aquilo que eles ajudaram a piorar.
Uma medida que era importante era conseguir travar o problema das doenças nas cresces.

Já existe uma medida muito importante que é o atestado do médico para a criança poder voltar à creche ou escola depois de faltar 3 dias seguidos.  Só que na prática é difícil controlar isso.  A pressão dos pais para poderem ir trabalhar é enorme e com isso às vezes as creche facilitam receber os bébés e meninos chouchinhos.  Talvez (sei que normalmente) não há espaço mas o ideal era não juntar crianças febris.  Elas tentam chamar logo os pais mas muitas vezes as crianças estão doentes e os pais deram benuron e não dizem. A criança está doente mas disfarça com o benuron só que está na mesma a infectar os outros.  A verdade é que por boa vontade que haja nas escolas era preciso fazer mais porque, por exemplo as bronquiolites que as crianças têm nas creches é terrivel para os bébés para os pais e para todos.

As urgências nos hospitais passam a vida com bébés com problemas respiratórios.

Era preciso arranjar uma solução para prevenir as bronquiolites nas crianças até aos 4 anos mais ao menos.
As crianças sofrem bastante e os pais também, é muito aflitivo ver um bébé com falta de ar e além disso têm que faltar imenso ao trabalho e os bébés voltando para as cresces infestadas volta tudo ao mesmo.

A alimentação saudável já tem sido falada mas não o suficiente.

Com o critério das femeninistas de que tinham que ser iguais aos homens, existem muitas mulheres que dizem com muito orgulho como se fosse uma promoção social não saber cozinhar, e isso num momento de crise torna-se um problema.  Comprar comida feita é cara e tem muito mais sal e não faz também à saúde.,

Muitas raparigas jovens não sabem cozinhar e isso é um problema para poder ter comida saudável mas económica nas suas casas.

Para travar o obesidade ajudava que nas escola  houvesse um ano em que pelo menos um trimestre rapazes e raparigas apartir dos 14 anos teriam de aprender a saber cozinhar e saber comprar os produtos frescos como a carne e o peixe.  Outro trimestre teriam primeiros socorros e outro trimestre então trabalhos manuais.  Se pudesse ser mais tempo melhor mas pelo menos dar-lhes umas noções básicas.

Julgo que isso já está a acontecer,  nas escolas as cantinas terem refeições saudáveis e nos bares das escolas também.

Portanto é mesmo importante Prevenir para nos tornarmos mais saudáveis e termos uma vida mais harmoniosa sem necessitar tanto de serviços médicos.

domingo, 30 de dezembro de 2012

É preciso não chorar os que emigram


Mais do que a diáspora agora criada pelo Presidente da República e por um grupo de empresários que julgo já deviam representar bem o nosso país sem ter que o PR dizer.

É preciso não chorar os que emigram.  É preciso ter esperança que estes que vão para fora também vão ajudar Portugal a ser melhor.

Se todos os cientistas e profissionais que bem preparados se afilam em universidades estrangeiras, empresas multinacionais etc. Vão fazer um excelente trabalho para Portugal.

Quantos alunos que vão conhecer o seu professor português não ficam com uma ideia de um português.
Quantos colegas nas multinacionais conhecem um português seu colega não ficam a conhecer um pouco de Portugal.

Os que emigram em geral vão trabalhar bem fazer muito que não conseguiam quando estavam em Portugal e  com isso melhoram a imagem dos Portugueses no mundo.

Se em Portugal conseguirmos dar a volta, esses emigrantes terão também orgulho no País que deixaram e procurarão fazer parte dele.

É importante não considerar que quem vai para fora não voltará.  É preciso é criar condições para que seja bom fazermos parte de um todo de um país que tem gente fantástica espalhada pelo mundo.

Os resultados têm sido muito maiores do que o tamanho físico do nosso País.  Cientistas, desportistas, empresários, têm tido resultados surpreendentes e bons em qualquer parte do mundo.

Julgo que era muito importante para manter a ligação com todos os que vão para fora, ver o que falta e criar condições que quem vai, possa transmitir aos filhos mesmo à distância a ligação a Portugal.

Para os portugueses continuarem portugueses aonde quer que estejam é preciso que os serviços das embaixadas se modernizem e as escolas de português sejam de fácil acesso a cada português por esse mundo fora, mesmo que não fisicamente é preciso tornar apelativo continuar a saber português tal como existe as televisões internacionais podiam-se criar programas de português para várias faixas etárias na internet para ajudar aprender português e manter a lingua.

Cada português a viver fora teria um código para uma escola com qualidade de português mesmo português com história e diversões para atrair todos os que quisessem manter a lingua ou ensinar aos seus filhos, e várias actividades na internet.

Tem de acabar a dificuldade em quilometros para alguém que quer que os seus filhos sejam registados ou que continuem a aprender português, é preciso que não seja dificil não deve haver  impedimentos aos portugueses fora manterem a ligação.

É preciso mais do que nunca que os portugueses que estão fora por esse mundo fora possam ter ligação certa a Portugal mas por bons motivos.  Que não seja por incompetência ou falta de genorosidade nos serviços diplomáticos.

Portugal tem de pensar que com a globalização mais do que nunca o nosso país não se restringe ao Portugal fisico mas sim um pouco por todo o mundo.

Em vez de chorar quem tem energia e possíbilidade de viver noutro país é preciso apoiar seguir e ajudar a continuar a ter orgulho em ser Português.

[atualização]
Um bom instrumento que existe e pode evoluir é o site do instituto Camões
 http://www.instituto-camoes.pt/

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

O que nos leva a desconfiar?


Muita sabedoria?
  
Muita insegurança?

Uma defesa?

Será saudável, até que ponto?

O que seria se as  pessoas não fossem tão desconfiadas?

Julgar os outros tem muito que se diga!  Por vez acertamos outras não.  Existem pessoas que têm mais jeito para captar a informação necessária para perceber se devemos confiar ou não.

O que faz uns terem mais capacidade que outros para tornar a desconfiança num defeito ou num benefício?

No fundo o desconfiar tem um pouco de instinto misturado com o nosso conhecimento e o julgamento que fazemos da situação ou da pessoa.

Gato escaldado....

Desconfiar ou julgar (d)o outro?  Desconfiar implica um julgamento do outro ou da situação, com as nossas emoções de experiências passadas e com o conhecimento adquirido temos uma reação que leva a desconfiar ou a confiar.

Muitas vezes existem conflitos que surgem ou aumentam por uma desconfiança, por um julgamento errado da situação.

Muitas vezes também negócios não se fazem por falta de confiança ou desconfiança do outro lado do negócio.  Veja-se o negócio da TAP, será que foi desconfiança com fundamento ou não?  Foi um mal entendido de que lado?  Ou foi só uma desculpa?  Até nós desconfiamos do que aconteceu,

Um dos fundamentos para existirem as garantias bancárias é para dar mais confiança a quem está a fazer negócios.  Alguém responde pelo negócio, existe alguém em quem se pode confiar que garante que não é preciso desconfiar.

Até que ponto é normal o desconfiar?

O conflito de Israel versus Palestina tem muito de desconfiança.  Ninguém confia em ninguém.  A palavra dada já foi muitas vezes alterada e deixou de ter grande valor.

A confiança é um bem precioso e a palavra dada por vezes é quebrada, daí ser difícil haver confiança.

Muita gente conseguiu sucesso no que fez por conseguir manter a palavra dada e assim ganhar credibilidade .
A forma descontraída fomentada pelos tempos que vivemos leva muitas vezes às pessoas desvalorizarem a honra da palavra dada e isso gera mais desconfiança.

Os políticos são exemplo disso.

Os pais do nosso tempo são exemplo disso.  Quantas vezes com a desculpa que as condições mudaram não cumprem com o que prometeram e os filhos deixam de acreditar tanto nos pais.  Não estou a falar da crise, mas sim no egoismo de achar que se não lhe apetece já não tem que cumprir com o que prometeu, A tendência de se auto-desculparem para não cumprir com o acordado. 

A desconfiança gera desconfiança.

Uma das razões que o compromisso do casamento teve sucesso ao longo dos tempos, é que gera confiança entre os parceiros.  Se  as pessoas deram-se ao trabalho de levarem até ao casamento é porque em principio (há sempre exceções) gostam de verdade.  Enquanto que só se juntarem, irem viver juntos dá sempre a ideia que não gostam suficiente para se comprometerem de verdade.

Havendo a dúvida que o parceiro não se casou porque não está suficientemente confiante no gostar gera insegurança, desconfiança na relação e pelo menos um dos parceiros vai sofrer com a relação e até criar momentos mais fraturantes com mais facilidade.

Muitos dos que não chegam a casar são filhos de pais que não cumpriram com o acordado, e geraram filhos desconfiados do compromisso com o outro.

A confiança gera confiança.

Muitas vezes os bancos emprestam mais porque têm confiança no cliente a quem emprestam.

Claro que depois temos casos completamente anormais como é o caso do BPN ou outra situação diferente como o  Berardo.

Muitas fortunas fizeram-se na história com base na honra da palavra e o compromisso de cumprir o prometido.  A confiança gera confiança.

Talvez fosse importante que os pais dessem o exemplo em não mentir para os filhos não os copiarem e mostrassem que a palavra dada é um bem precioso.

As crianças do nosso país precisam de saber que a palavra tem peso e que a palavra dada leva ao gesto correspondente.  Voltar a dar valor à honra de cumprir os compromissos é muito importante.

Talvez a confiança seja um dos valores mais importantes que falta no povo português tanto a confiança em si próprio como também mostrar que é de confiança.

Para mim foi preocupante alguns partidos e deputados defenderem o não pagamento da divida.  Como é possível alguém que representa alguém poder dizer que não quer cumprir um compromisso que foi acordado pouco tempo antes.

Como se pode transmitir que um país que assina um contrato pode ser rasgado a seguir?  Quem vai acreditar naquela nação a seguir. 

Quem é mais confiante gera mais credibilidade.

Os otimistas são normalmente menos desconfiados.

Qual a relação entre pessimismo e desconfiar, uma coisa leva muitas vezes à outra e torna-se um circulo vicioso.

Desconfiar ou Confiar eis a questão!

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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Prémio


O Comentador foi o blogue que presenteou com este selo o amiúdes
.
O Amiúdes ganhou este prémio blogosférico!

Fiquei muito contente de ter este reconhecimento, uma vez que quando leio os post do Comentador acabo sempre com pelo menos um sorriso e gosto de saber que fui seleccionada perante tanto o que existe.

O Desbocado é o autor do blogue que premiou alguns, e tem um espirito muito interessante, escreve muito bem, vale a pena conhecer se ainda não o visitaram, tem um sentido de observação e um espirito critico sempre com um humor e de uma forma muito clara, varia muito nos temas e escolhe imagens muito bem para ilustrar o que escreve.

No fundo se o blogue O Comentador fosse um espaço ao vivo, seria um espaço alegre, agradável, diferente e surpreendente.




sábado, 22 de dezembro de 2012

Diferenças valorativas - O globalismo

A propósito de um artigo no Economist em que se discute o futuro da língua inglesa uma vez que a maioria que a fala, não é inglês de origem.

Assunto que se aplica ao Português.

O acordo ortográfico por causa do Brasil, foi implementado e é muito discutivel se devia ou não ser implementado.  Como se vai perservar o português?  Como se garante a qualidade ensinada da lingua em todo o mundo?  Existem imensos chineses a aprender o português e que português? Será que isso não vai alterar o futuro da nossa lingua?

 Tivemos uma situação que achei um pouco aberrante quando da viagem ao nosso país de Angel Merckel que a tradutora nas televisões nacionais era uma tradutora brasileira.  No nosso próprio país não tinhamos ninguém que falasse o português de Portugal? Como é possível?

Não tem nada a ver com racismo mas apenas pensar que existem certas coisas num país que fazem parte da identidade e portanto não devem ser mexidas levianamente.  Têm que ser indentificadas as situações em que um país deve preservar o que quer que continue a ser a sua identidade mesmo com e por causa da globalização em curso.

como vai ser quando filhos de emigrantes com crenças diferentes e hábitos de vida diferentes chegarem aos lugares de topo, por mim têm tanto direito como os outros, mas existem certos pontos em que se deve pensar como vai ser. 

As tomadas de decisão são hoje em dia muito estudadas e sabe-se que a experiência de vida e as emoções por mais profissionais que as pessoas sejam têm influência.

como vai ser na justiça termos um muçulmano um budista ou um hindú, em que o valor que dá a  vida  é diferente dos princípios europeus, estaremos preparados para isso?

Não é ser xenofaba mas será que as leis estão preparadas para que mesmo que as crenças sejam diferentes, o julgamento seja feito pelos nossos parâmetros pelos valores que estamos habituados e a nossa formação.  O valor que se dá há vida e aos diferentes sofrimentos parecem diferentes.  Por exemplo dos mais graves, mais violentos, é a excisão das raparigas que é uma barbaridade que quem as defende diz que faz parte da cultura do povo que a executa.  Como vão julgar uma mulher adultera ou um homem adultero.  Como vão julgar um criminoso?

Será que o racismo ou hábitos de vida não vão interferir numa decisão que deve ser justa e racional.

Se sabemos que já as decisões hoje em dia dos juízes muitas vezes o seu partido político ou o seu clube de futebol influenciam. Como vai ser no futuro?

Agora que se está a alterar a justiça em Portugal se calhar era bom procurar prevenir que a formação de valores fosse tida em conta no momento de decisão ou que os juízes estivessem enquadrados de forma a não haver conflito de interesses.

A justiça praticada num povo também marca culturalmente esse povo e "ajuda" na sua caracterização perante outros.

O que pode ou deve ser feito?



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Mudanças estratégicas


Nas negociações é sabido que muitas vezes dá-se um preço mais elevado para depois ir baixando para que se chegue ao preço que ambas as partes estejam de acordo e se faça o negócio.

O problema é quando essa técnica passa a ser comum para tudo.

Com o governo Sócrates aconteceu várias vezes uma delas lembro-me com os professores e com os médicos.  Fizeram greves e depois conseguiam o que queriam e mais tarde uns seis meses se tanto voltava o dito por não dito.

Foi impressionante a forma de parar com as greves dando um ar que negociavam e mais tarde voltava a aplicar algo parecido conseguindo o que queria.

Com Passos Coelho acontece outra coisa, ele lança a bomba e depois recua conforme o efeito que dá na opinião pública.  A maior parte das bombas não chegam a ter o efeito porque param antes de tempo.

Será que é falta de jeito ou é uma "técnica de negociação"?  Não gosto, mas dá o seu efeito.

O povo pensa que é pelos seus protestos que o governo recua e o governo depois aplica outra medida que era a que queria mas já sem tanta oposição do povo.  Será assim?

Não gosto.

Este governo tem uma tarefa muito difícil mas se soubesse comunicar melhor com os seus eleitores ganhava muitos pontos.  Tal como já disse antes, deve ser claro e deve mostrar tudo o que tem feito com simplicidade e de forma ao povo perceber que o estado também está a encolher e têm sido feito mesmo reduções na despesa pública.

O Governo deve apresentar as contas com comparações do que se gastava à um ano ou dois e agora o que se gasta.