terça-feira, 6 de novembro de 2012

Greves e Manifestações Porquê?



Porque quando não se está contente, protesta-se.  Até aí percebo e compreendo.

O problema é que acho que devia haver outras formas.

Sempre foi uma coisa que me fez confusão, a situação já estar mal para as empresas e para o estado e ainda gerar-se mais prejuízos.  

Se não há dinheiro não se vai fazer uma birra aos pais para nos comprarem o que nós queremos.

Percebo que não havendo outra ideia, outra maneira que protestem e é mesmo um direito.  Mas...

Gostava que houvesse uma solução mais positiva para os protestos.

Há tantas injustiças nos locais de trabalho e como são poucos não fazem greves (ex. as mulheres ganharem menos do que os homens a fazer o mesmo trabalho, as mulheres não serem promovidas por terem tido um filho etc.).

O problema é que eu sempre achei que as greves mesmo que se conquiste alguma coisa nunca é grande coisa.  Devia ser melhor.

Principalmente uma greve geral, não é justo para os outros contribuintes que pagam os impostos para os transportes funcionarem, as estruturas da função publica funcionarem e produzirem e ainda serem prejudicados, pagam e ainda têm que se amanhar sem transportes para ir trabalhar.

Sim porque quem trabalha em empresas pequenas privadas não se pode dar a esse luxo de fazer greve.  Ou é despedido ou nunca mais é promovido etc. Além de que sabe que a empresa pode falir e não quer perder o seu emprego.

 O problema é que há gente que não pode fazer greve e ainda tem que arranjar maneira para ir para o trabalho.  Já pagou o seu passe que era suposto garantir o seu transporte para o trabalho todo o mês.  E agora não faz greve e ainda vai ter mais despesas.  Não é justo.

Uns fazem birra e outros prejudicam-se.  Não me parece bem.  O país prejudica-se, cada empresa se já está mal, uma greve só a vai enterrar mais.  Os contribuintes prejudicam-se.

A imagem do país também se prejudica.

Qual é o turista que quer ir para um país que está imprevisivel com greves e manifestações a toda a hora.

Nós eramos considerados um dos países mais tranquilos e agora até a receita do turismo que já não está boa vai pelo ralo abaixo.  

Faz-me impressão não perceberem que não é a solução para uma crise tão grave.

As manifestações com fogueiras é só para a fotografia, para vir na televisão.  É para ir para o estrangeiro.

Os manifestantes que provocam tapam a cara e isso não devia ser permitido.

As manifestações deviam ser pacificas.  O Povo tem o direito a manifestar-se, mas não tem o direito de fazer danos nas vias públicas.  Não precisamos de violência!

Neste momento a greve para mim não resolve nada.  Acho é que todos que ainda têm trabalho deviam procurar fazer o melhor possível e sentirem-se previligiados.

Tantos que fizeram greve e nada serviu e estão hoje desempregados.

As empresas estrangeiras com as greves têm desculpa para se ir embora deste país.  Dizem que com esta perturbação social não é rentável.

Qual é o louco que vai investir num país que está cheio de greves e protestos nas ruas.  E os que cá estão na primeira oportunidade com tudo o que já está mal mais as greves, vão se embora.

Os sindicatos têm de se re-inventar porque estas soluções não dão grande resultado.  Deviam chegar a cada sitio que acham que está mal e dar a sua proposta de como se geria bem cada sector que estão a combater.

Porque não em vez de os sindicatos criticarem e estarem sempre em modo de: "formas de luta pelos direitos dos trabalhadores" , cada sector que estivesse mal a maneira de protestar era entregar um documento e torná-lo público, com a forma de aquela empresa ou sector se tornar mais bem gerida e com um plano de negócios a provar que podia-se fazer de uma melhor forma.

Não é só dizer, é preciso apresentar uma solução.

Isso podia ser uma forma de luta em que publicamente se apontavam os defeitos mas tinha-se soluções concretas.

Agora, é fácil protestar, é preciso é que hajam criticas construtivas que nos ajudem de verdade a salvar o que ainda resta deste país.

Tem de se inventar outra solução que não as greves.

Têm de protestar mas protestos úteis e positivos que favoreçam o nosso país.




segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O declinio do director financeiro


Esta crise antes de mais deve-se ao excessivo uso de técnicas financeiras para dar cada vez melhores resultados financeiros às instituições.

Os economistas e os gestores em particular têm um defeito muito acentuado na sua formação.  Como a base de muitos professores era à partida contabilistica, os números dão a base à formação do gestor de hoje em dia.  

Principalmente ocorre este fenomeno porque o gestor financeiro numa empresa pode obter resultados de mudança numa empresa muito mais rápidos que outros sectores.

O problema foi-se arrastando os financeiros nas empresas ganharam um protagonismo que se suplantava a gestores de outras áreas na empresa.  Com esta ascendência do gestor financeiro sobre os decisores finais muito ficou por fazer nas empresas.  Cometeram-se erros cruciais que deram cabo de muitas empresas.

Em Portugal o director financeiro quanto mais soubesse  manobrar os números para ter vantagens fiscais etc era mais valorizado.

A história dos carros poderem ser considerado como uma despesa fez com que as empresas adoptassem a aquisição de carro como forma de melhorar o ordenado de algum director.  Uma forma assumida por todos em que o ordenado melhorava e não era punido fiscalmente por esse acréscimo de mordomias.  E muitos mais exemplos podiam ser dados.

A Gestão de Empresas é muito mais do que a gestão financeira.

A gestão de recursos humanos que foi sempre considerada um dos parentes pobres na direção das empresas poderia ter um papel crucial na produtividade da empresa.  Foi um grande erro muitas empresas terem na direção de recursos humanos pessoa pouco preparados e pouco motivadas.

Normalmente o departamento de recursos humanos por defeito torna-se um gabinete de burocracia e muitas vezes até com um carácter policial, sem se preocupar em tornar os seus trabalhadores motivados e mais produtivos.

No caso de haver um gestor de produção este devia trabalhar em sintonia com o departamento de recursos humanos.

Trabalhador que se encontra descontente ou injustiçado não produz tão bem nem reflete uma boa imagem se tiver contacto com o público.

Tendo o director financeiro poder exagerado sobre as decisões pode gerar um atrofiamento de outros sectores da empresa,

Muitas vezes em pequenas empresas os directores financeiros são contratados e quem os supervisiona não tem formação para perceber nem metade do que é feito e portanto tomam decisões só pelo que o financeiro lhes diz.

Quando um gestor é contratado para gerir globalmente uma empresa, um hospital ou até tribunais ou outra coisa que seja precisa ser gerida deve se ter em conta a sua formação e o seu caracter, objectivos que ele ache importante serem traçados para a organização em causa.

A Gestão de Empresas foi criada para inter-relacionar conhecimentos de diversas áreas e fazer com que o Gestor estivesse preparado para conseguir fazer uma análise equilibrada de um todo da organização.  Só assim é que um gestor está a cumprir a missão que a sua formação o preparou.

Quando se é gestor financeiro, de produção, ou recursos humanos etc. tem de se saber fazer parte de equipa, de um todo.   É preciso saber trabalhar em equipa e inter-relacionar conhecimentos e haver entreajuda entre departamentos.

Um problema é sempre querer resultados rápidos com o minimo esforço e sem olhar para o global.

É preciso que os empresários saibam equilibrar os poderes dos seus gestores e obrigar a haver um espirito de cooperação que tem sido muito difícil em Portugal a todos os níveis,

É preciso mudar o espírito com que se trabalha.  Sei que é um problema cultural mas uma vez que tem de haver mudanças isto é também é necessário mudar.  Começando nas escolas primárias (para combater os egoísmos e individualismos crescentes nos dias de hoje).

Caracteristicas de ascensão rápida e queda profunda:
A ambição desmedida.
A falta de respeito pelo outro.
A falto de respeito pelo bem comum
A falta de valores a todos os níveis.

Portanto deixem de dar tanto poder a gestores financeiros e os resultados globais podem ser mais fáceis de serem atingidos.

Os problemas têm de ser atacados em diferentes frentes com equilíbrio e é essa a função que o gestor deve estar preparado para criar bons resultados.

Finalmente a Gestão como um todo!



domingo, 4 de novembro de 2012

Apocalise do PS?


A posição do PS parece um daqueles alunos da escola que se for coisa boa, foram eles que fizeram, as coisas más não tiveram nada a ver.

No momento crucial para o País, o PS não está à altura.

Como é possível ver o que se passa e dizer, se já começaram agora também não quero.

Se a bola não é minha não quero.

Como é possível?

Se há uma coisa que já devia ter acontecido à muito era os partidos todos reunirem-se e conseguirem criar uma plataforma de entendimento para o futuro de Portugal.  Isto já podia ter acontecido à 10 anos.

É triste neste momento o PS dar-se ao luxo de fazer birra.

PS - Falando curto e grosso partiram isto  tudo e agora não ajudam a colar.



sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Anúncios que cativam / Anúncios que convencem. Porquê?


Adoro ver anúncios bem feitos!

Existem anúncios que estão muito bem feitos e são cativantes, a música ou algo que se passa, faz-nos  simpatizar com o anúncio.  
Esses anúncios nós ficamos conquistados pela empresa de marketing que gerou o anúncio.

Outros anúncios nós ficamos com curiosidade para comprar o produto.  O que faz a diferença?

É muito engraçado tentar perceber qual a ideia.  O que é que o anúncio quer atingir? Qual o sector de mercado etc.  Muitas vezes o produto em si não fica na memória mas fica algo que se passa no anúncio.

Basta a senhora que tenta vender a imagem de dona de casa ou qualquer coisa, ter um cabelo esquisito, ou a criancinha ter um ar irritante que fica tudo estragado.  Outro exemplo são anúncios de cerveja que tenta puxar pelo lado macista dos homens, é muito irritante.  

É difícil perceber o que me conquista num anúncio para eu reparar no produto de verdade.

Julgo que os que suscitam curiosidade são os mais bem conseguidos.

Por vezes só o anúncio estar muito bem feito faz-me ficar conquistada pelo produto, porque transmite um bom gosto de quem o fez, mas também quem aprovou aquele estilo de anúncio para o seu produto.

Neste momento, existem uns anúncios que já me irritam e quase que me revoltam contra as marcas que os representam.  Os anúncios que falam da crise são inacreditáveis.  Aproveitar-se da crise para tentar vender mais é ridículo.  Então aquele que a mãe prepara a filha a dizer que vão a uma festa e afinal vão a um supermercado é intragável.

Um anúncio antigo que até me deixa saudades é o das canetas bic.  Pessoas da minha geração ainda sabem qual era o ritmo da cantoria que acompanhava.  As canetas bic ficaram, convenceram, marcaram.

 Julgo que deve estar mais presente em quem faz, e quem encomenda os anúncios, que é preciso o cliente ficar cativado pelo produto e não no anúncio em si.

Percebo que isso esteja a acontecer, para mim o que se passa é que quando o criativo faz um anúncio, o primeiro cliente a cativar é o dono do produto.  E esse cliente tem de ser cativado para a empresa de marketing ganhar o projecto.  O problema é que esse cliente fica cativado pela ideia do anúncio mas não se apercebe que o público em geral também pode ficar cativado pelo anúncio mas não convencido pelo produto.

No fundo tanto quem faz o anúncio e quem quer vender o seu produto não conseguiram chegar ao fundo da questão.  O anúncio cativa mas não convence e isso é uma pena, é um desperdício.



quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Porquê Qualidade / Luxo?


A qualidade tanto pode ser boa ou má.

Algo é classificado com muita qualidade ou tem pouca qualidade.  

A qualidade é significado de que algo "sabe" bem, é durador, ou a sensação que deixa é duradora (ex: o tempo de qualidade)

O Luxo é variável de pessoa para pessoa o conceito muda.
O Luxo tanto pode ser da coisa mais cara do mundo, como pode ser algo trivial para muitos, mas não para quem o considera como luxo.

O luxo é o que nós quisermos considerar como tal. 

Muita coisa é rotulada como luxo mas nem toda a gente a considera como luxo.

Qualidade e Luxo são dois conceitos que são relativos, mas que quando deparamos com algo que classificamos com qualidade e/ou luxo sentimos bem temos gosto e prazer.

Para mim poder comprar algo com muita qualidade é um luxo. 

Será que para quem tem tudo o que tem qualidade, só compra o que tem muita qualidade?  E para essas pessoas ainda consideram que estão a adquirir luxo?  Será que é isso que consideram luxo?

Uma pessoa com pouco dinheiro que ganha um carro de luxo (considerado de luxo), pode até ser uma coisa que não quer ter porque lhe trás muitos custos, é caro manter e gera muita preocupação se alguém o danifica, pode ser um pesadelo para alguém que não tem dinheiro para as revisões, ou um farol que se parte etc. 

Alguém que já teve tudo por vezes desiste de tudo isso, farta-se e volta ao básico, porque mesmo que se tenha tudo o que todos pensam que é qualidade e luxo, para essa pessoa falta algo, que para ela é que seria o verdadeiro luxo.

Assim qualidade e luxo varia de pessoa para pessoa e de país para país.

Os tempos mudam e a classificação de qualidade e luxo vai  também variando.

Os diamantes foram considerados o luxo maior para um anel de pedido de casamento.  

Hoje em dia com os crimes que se cometem nas minas de diamantes o conceito de ter diamantes mudou um bocado, desvalorizaram-se. 

Os casacos de peles fantásticos de outros tempos, têm sido arrasados com o que se sabe da tortura de animais para alguém ter um lindo casaco de peles.

Até fumar era considerado chique, elegante e hoje em dia, fumar pode ser considerado um sinal de pouca inteligência e é de alguém que está a negligenciar o seu corpo.  A prejudicar os outros que estão à sua volta.

Mais uma vez os conceitos rotulados no cinema influenciam muito e marcam gerações.

Muita coisa é consensual na qualidade e até no luxo conseguem adquirir um "rótulo".

O marketing vende conceitos e marcas que vão  despertar  novas gerações para novos luxos.

Mas no fundo cada um tem o seu conceito e medida para qualidade e luxo.



terça-feira, 30 de outubro de 2012

Portugueses mais criativos, como?


Antigamente havia muito a mentalidade que a criança não percebia nada e portanto raramente havia interação com ela, uns conseguiam ir compreendendo outros iam sobrevivendo.

Hoje em dia cai-se no extremo oposto.  Uns estão sempre presentes e a estimular o bebé demais e outros acham que colocando ao pé da televisão o bebé desenvolve-se.

Os bebés que vão tendo uns dias variados são os bebés mais equilibrados.  Com carinho, com horários e com alegria e tranquilidade.

As cores, a música e sons diferentes são estimulantes.  O bebé sair de casa todos os dias também é importante.

Devem ver televisão com moderação.  Não se pode deixar (ou não se deve) os bebés horas à frente da televisão.

Ao longo do crescimento  as crianças precisam de tempo livre para poderem dar "voltas à cabeça" e pensar o que vão brincar e como.  

Se a criança não tem tempo só com ela própria e tudo é lhe imposto com horários e só têm de fazer o que está no programa, dificilmente vamos ter gente criativa.

As crianças habituam-se a que alguém os vai entreter, vai dizer o que fazer.  As crianças habituadas a este ritmo não se sabem entreter sozinhas e tornam-se impacientes com facilidade e "vazias":

É bom  as crianças saberem estar com elas próprias e entreterem-se.

Os ATL(actividade de tempos livres) são necessários mas os melhores são aqueles em que deixam as crianças  fazer trabalhos diferentes uns dos outros.

Eu sou apologista que as crianças nas férias, possam ter um tempo em casa a "olhar para o tecto", até terem uma ideia para fazer.

Mesmo ao fim-de-semana é bom que tenham tempos calmos, sem marcações prévias.  Existem pais que acham que é terrível não saber o que fazer para entreter os filhos.  Para eles fim-de-semana tem de ter programas marcados.

Muitas vezes pais com poder econômico acham que os filhos têm de estar ocupados e querem que as crianças ganhem o máximo de informação e conhecimentos nessa altura. Os pais muitas vezes acham que têm de preencher as férias dos filhos com cursos sobre qualquer coisa, para que estejam ocupados, mesmo que pudessem ficar em casa.

Se a criança estiver sempre dentro de horários e aclividades impostas eles começam a não saber se entreter e têm até dificuldade em imaginar.

As crianças estimuladas a ler e que aprendem a gostar de ler, têm tendência para poder serem mais criativos.

Ser criativo não quer dizer que vá criar coisas, mas sim poderá estar mais preparado para resolver situações com mais criatividade e flexibilidade.

Portanto para crianças criativas é preciso que elas tenham tempo livre (livre de verdade) e além disso que tenham alguém que se interesse por eles e apoie a criança a brincar com coisas diferentes e de maneiras diferentes.

É preciso que essas crianças não cheguem à adolescência e se desmoralizem ou deixem de acreditar que podem criar ou imaginar.

No 2º e 3º ciclo é preciso que os professores dêem alguma liberdade de criação.  Que sejam estimulados a acreditar, motivados a estudar e adquirir conhecimentos em áreas variadas.

Na Universidade os professores, em vez de despejar matéria que vem nos livros ou sebentas, devem primeiro sugerir o que devem estudar e a seguir devem passar a dar aulas de troca de ideias do que foi estudado e tirar dúvidas, deve haver provas mas também trabalhos em que os alunos possam apresentar os seus estudos.

Os alunos têm no professor um orientador, uma base central do seu enriquecimento mas não fica por aí.  Os alunos estudam autónomamente e trocam ideias e conhecimentos com os professores, e estes orientam de forma a contribuir para que continuem os seus estudos e a melhorar no curso que escolheram tirar.

Já muita gente falou nisto e é o que eu acredito e o que acho que deve ser no futuro.  A forma de tornar as pessoas mais criativas e mais ricas.  Mais preparadas para um mundo que muda tão rapidamente.




segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Juízes para além de objectivos deviam ter prazos!


Os juízes em Portugal para além de virem a ser avaliados por objectivos, deviam ter prazos para dar a resposta aos processos.

Tal como os advogados têm prazos para responder aos juízes, os juízes também devem ter prazos para dar resposta aos processos.

Se os juízes não cumprirem os prazos, fica anotado no curriculum deles e no processo em causa, que ele faltou no cumprimento do seu dever.  Cada um tinha um código que tinha que pôr e ficava bloqueado quando accionado fora do prazo.

O juiz que não cumpria tinha que pedir autorização especial para entregar o trabalho atrasado.

Além disso como as finanças estão sempre à procura de ricos, de pessoas com sinais exteriores de riqueza, porque não verificar o estilo de vida dos juízes.  Julgo que as finanças podiam ter algumas surpresas.

Num terramoto o que se faz?



A propósito de António Costa, Presidente da Câmara de Lisboa, aparecer na revista (Notícias Magazine) do jornal Diário de Notícias, neste sábado dia 28 de Outubro de 2012.

Vários tremores-de-terra que têm acontecido no mundo e o que ocorreu este fim-de-semana ao largo do Canadá.  Havai tinha ameaça de tsunami.

E nós?

Falam de António Costa, que aparece todo contente com as suas rotundas, Intendente e o Terreiro do Paço.

Fica no ar que se vai candidatar novamente.

O que foi feito para preparar Lisboa para um tremor-de-terra? 
 Tem coordenado alguma coisa?  
Alguém na Câmara de Lisboa tem pensado se existem bons acesso para poder salvar as pessoas?

Claro que não são só as câmaras municipais que tratam disso, mas também são responsáveis, uma vez que a organização da cidade está sobre a sua tutela (as obras, os obstáculos etc de uma cidade), podem ajudar ou prejudicar em caso de um terramoto.

O que se faz?

Se a terra tremer, pelo menos, em Lisboa lembro-me logo de pelo menos três sarilhos:

- O Bairro alto que tem ruas fechadas ao trânsito e a zona do Castelo também.  Em caso de tremor de terra como vão funcionar aqueles obstáculos eléctricos?   Se os bombeiros ou ambulâncias quiserem entrar e as máquinas estiverem avariadas ou "torcidas" pelo movimento de terra o que se faz?  Quanto tempo demora a conseguir tirar aqueles tubos que podem ficar encravados?

- O que acontece a todas as crianças e bebés que estão em escolas e cresces?  Os professores sabem o que fazer?  E os pais vão os buscar ou não?

- Os acessos e as condutas de gás da cidade são fiscalizadas de forma a estarem em boas condições.

Eu acho que pela história da cidade de Lisboa o presidente da câmara António Costa devia falar sobre o assunto, e o que tem feito para melhorar a cidade nesse sentido.

A fiscalização às construções novas tem sido séria? 

A Av. da Liberdade com as alterações tem previsto um plano para se for necessário bons acessos para salvar vidas?  

Só uma vez à 7 ou 6 anos, recebi um panfleto na caixa de correio, que explicava o que se devia ter em casa. estava bem feito.  Guardei durante algum tempo e depois transcrevi as listas do que devíamos fazer e ter à mão para sair rapidamente de casa e tenho preparado algumas coisas para esse caso.  Sei que não era da Câmara Municipal mas como não tenho não posso dizer qual foi o Ministério que foi responsável.

Pensei que voltavam a repetir, mas nunca mais apareceu nenhuma informação.

Acho muito importante as crianças serem treinadas para o que se deve fazer.  Sei que no 4º ano e 6º ano falam levemente na escola sobre o que fazer, mas acho que deviam mesmo ter exercícios, as crianças aprendem muito melhor com exemplos.

As escolas sabem o que fazer com tanta criança?

Os pais devem ir buscar as crianças.  Se for assim pode ser muito complicado.  Uns pais vão outros não.  Outros vão todos ao mesmo tempo e estarão com pressa e histerismo para saírem com os seus filhos rapidamente dali.

Já estou a ver António Costa a não querer falar porque ia alarmar as pessoas e isso dava um ar desagradável.

Ao menos no Intendente, está previsto o que fazem se houver um tremor de terra? 

O problema é que é um assunto sério que um dia podemos ter que encarar, e com o que se sabe hoje em dia, podíamos estar muito mais bem preparados e serem poupadas muitas vidas.

Pode-se falar muito mais sobre este assunto, e provavelmente volto a falar sobre isto no futuro, mas por agora fica um alerta de três coisas que me ocorrem e não vejo ninguém a falar sobre isso.

 Temo que os tremores de terra não sejam falados nem preparados pois não quererem se comprometer com um plano que não esteja realmente bem concebido.  Se for o caso, é tipico do povo português uma certa preguiça em planear de forma a não se comprometerem e irem ao fundo dos problemas.

Se acontecer e o plano não resultar existem responsabilidades.  Se não houver plano é porque ainda estava a ser feito.

Acho que António Costa não devia aparecer numa pré-campanha quando tem tanto para fazer e não faz.

Já para não falar da incompetência da Câmara  Municipal em ter as ruas mal tratadas e sujas.

 Zonas nobres da cidade com problemas nas ruas que não se compreende, estão assim à imenso tempo.

Junto à Assembleia da República a Av. D. Carlos I é uma vergonha, o piso está todo irregular.  Os carros tremem imenso.  Já está assim pelo menos à 3 anos.  Não se compreende!

Junto ao Miradouro de São Pedro de Alcântara o piso está péssimo à vários anos!





quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Análise de risco nos livros de culinária. Porque não?


Os livros de culinária são fantásticos, são lindos e têm muito bom aspecto.

O problema é que quando queremos fazer uma receita, temos pelo menos 2 problemas:

 - A noção de q.b. que faz com que alguém que não tenha muita experiência de cozinhar fique logo com dúvidas, qual é a quantidade do quante baste.
- Outro problema é que, a receita pode até estar bem explicada mas não costumam ter o que pode correr mal.

Muitas vezes não arrisco, porque já sei, que se correr mal, não vou ficar a saber aonde errei, e assim não vou aprender a fazer bem.  Ir por tentativas até ficar bem não é muito viável, não há tempo.

Tanta coisa pode correr mal...

Enfim percebo que os chefes queiram mostrar a sua arte aos seus pares mas, quando estão a fazer um livro para o comum dos mortais, têm que explicar partindo do principio que quem está a ler sabe pouco ou nada.

Assim proponho:

- Que os livros de culinária passem a ter uma análise de risco do que pode correr mal.  Isto é prevejam quais os maiores riscos que podem ocorrer (ex. mousse ficar com liquido no fundo) e expliquem o que em vários cenários o que correu mal ou que pode correr mal e o que se deve fazer para não correr esse risco.

Se não quiserem escrever muito até pode ser um mapa como acontece com as avarias possíveis das máquinas: 


Riscos mais comuns - aspecto ou sabor - Como evitar


O que correu mal  -  Causas  -  O que fazer para corrigir 

- Outra proposta é que os livros venham acompanhados com um cd para quem queira ter as receitas no seu computador o possa fazer.  Claro que com limitação de uso (licenças), mas o ideal seria poder "descolar " uma receita do livro e colocar no seu computador ou Iphone etc.  Poder ir a cada receita pelo índice.  

- Algum cozinheiro mais generoso podia pôr o seu e-mail para alguém que queira tirar uma dúvida o poder fazer.

- O cd podia ter a tradução para outras línguas.  Com tantos turistas, eles podiam comprar o livro em português mas sabiam que o cd tinha a tradução das receitas. 

Enfim acho que os cozinheiros deste país ganhavam muito em novas edições dos seus livros adoptassem algumas destas sugestões.



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Arquitectos!? Quais os melhores?


Para mim os melhores arquitectos
Têm bom senso
Têm bom gosto
Têm a noção de qual vai ser a funcionalidade da sua construção
Já deram provas de serem bons técnicos por causa das estruturas e conhecer bem os materiais.
Têm a noção de qualidade
Têm experiência de vida

Toda a gente que vive numa casa, consegue perceber as qualidades e os defeitos da sua casa (uns mais do que outros).
Conforme a experiência de cada um a procurar casa e a experiência das casas aonde viveu, vai podendo apurar o que prefere que uma casa tenha.
Daí muitas vezes as pessoas pensarem em construir a sua casa à medida do que querem.

Muitas pessoas avaliam o arquitecto apenas pelo seu gosto ou pela sua popularidade.

Muitas pessoas avaliam o arquitecto pelos materiais de construção que utilizam, se ficam bonitos ou não.
Muitas pessoas com este tipo de avaliação já fizeram muito más escolhas.
Outras vezes já viram tanta coisa má que sabendo o que falha, aceitam as menos más.
Mas não era preciso ser assim!

Principalmente para viver é preciso que a casa tenha umas condições mínimas para dar vazão às necessidades de quem aí habita.

As condições minimas nos tempos que correm em que já se sabe tanto deveriam ser melhores para todos.

Não é por serem caras ou consideradas de luxo que foram bem pensadas.  Este problema atinge todos.

Em Lisboa pelo menos conforme fui conhecendo casas e vivendo noutras, fui sintetizando o que falta normalmente e chego sempre à conclusão que quem projecta e constrói, ou não tem bom senso ou está-se a "ralar", com a continuidade e utilidade dos edifícios.


Quando alguém escolhe o curso de arquitetura quer fazer casas bonitinhas com "muita estética" ou quer realmente fazer a diferença na qualidade de vida das pessoas?

Uma das coisas que se notam de falhas mais prementes:

Falta de sitio para secar roupa (secador não resolve tudo, nem por sombras),
Falta de isolamento de ruído,
Má iluminação,
Má distribuição de espaços de arrumação,
Vidros a mais,
Escolhas que tornam difícil a limpeza da casa,
Já para não falar nos espaços a contar com deficientes.
Muitas escadas na entrada.
etc.

Uma família mais pobre e mesmo remediada, não pode gastar electricidade a secar roupa.  Precisa mesmo de espaço para pôr roupa a secar.  Com o clima que nós temos é inacreditável ser necessário o recurso a energia eléctrica para secar roupa por o arquitecto achar um espaço supérfluo.  Mesmo os secadores de roupa não secam tudo, nem toda a roupa pode ir para o secador.

A minha sugestão e acho mesmo que devia acontecer nos cursos de Arquitectura:

Os jovens para acabar o curso deviam ter de fazer um trabalho sobre a necessidade das diferentes famílias, e tipologias de casas necessárias, para perceberem que não é só a estética que interessa. Teriam de apresentar prova que conheceram mesmo as diferentes casas e famílias e souberam o que corria bem e mal nessas casas.
Julgo que depois de conhecerem na prática estarão muito mais sensibilizados para o que é viver numa casa bem pensada ou não.

Tal como os hotéis e hospitais têm muita coisa standartizada, devia acontecer nas casas em mais coisas do que já acontece hoje em dia.  Não era fazer caixotes, mas a estética só devia aparecer depois da funcionalidade estar garantida.

A vida das pessoas, o seu dia a dia durante anos e anos, pode ser muito mais agradável ou não mediante as escolhas e decisões dos arquitectos. 

Eles deviam ter presente que o objectivo não é serem reconhecidos pelos seus pares. mas sim com a satisfação de quem habita e utiliza os seus espaços projectados.  E o seu reconhecimento será feito em torno de um bom trabalhado apresentado e não de campanhas de marketing constantes.