terça-feira, 30 de outubro de 2012

Portugueses mais criativos, como?


Antigamente havia muito a mentalidade que a criança não percebia nada e portanto raramente havia interação com ela, uns conseguiam ir compreendendo outros iam sobrevivendo.

Hoje em dia cai-se no extremo oposto.  Uns estão sempre presentes e a estimular o bebé demais e outros acham que colocando ao pé da televisão o bebé desenvolve-se.

Os bebés que vão tendo uns dias variados são os bebés mais equilibrados.  Com carinho, com horários e com alegria e tranquilidade.

As cores, a música e sons diferentes são estimulantes.  O bebé sair de casa todos os dias também é importante.

Devem ver televisão com moderação.  Não se pode deixar (ou não se deve) os bebés horas à frente da televisão.

Ao longo do crescimento  as crianças precisam de tempo livre para poderem dar "voltas à cabeça" e pensar o que vão brincar e como.  

Se a criança não tem tempo só com ela própria e tudo é lhe imposto com horários e só têm de fazer o que está no programa, dificilmente vamos ter gente criativa.

As crianças habituam-se a que alguém os vai entreter, vai dizer o que fazer.  As crianças habituadas a este ritmo não se sabem entreter sozinhas e tornam-se impacientes com facilidade e "vazias":

É bom  as crianças saberem estar com elas próprias e entreterem-se.

Os ATL(actividade de tempos livres) são necessários mas os melhores são aqueles em que deixam as crianças  fazer trabalhos diferentes uns dos outros.

Eu sou apologista que as crianças nas férias, possam ter um tempo em casa a "olhar para o tecto", até terem uma ideia para fazer.

Mesmo ao fim-de-semana é bom que tenham tempos calmos, sem marcações prévias.  Existem pais que acham que é terrível não saber o que fazer para entreter os filhos.  Para eles fim-de-semana tem de ter programas marcados.

Muitas vezes pais com poder econômico acham que os filhos têm de estar ocupados e querem que as crianças ganhem o máximo de informação e conhecimentos nessa altura. Os pais muitas vezes acham que têm de preencher as férias dos filhos com cursos sobre qualquer coisa, para que estejam ocupados, mesmo que pudessem ficar em casa.

Se a criança estiver sempre dentro de horários e aclividades impostas eles começam a não saber se entreter e têm até dificuldade em imaginar.

As crianças estimuladas a ler e que aprendem a gostar de ler, têm tendência para poder serem mais criativos.

Ser criativo não quer dizer que vá criar coisas, mas sim poderá estar mais preparado para resolver situações com mais criatividade e flexibilidade.

Portanto para crianças criativas é preciso que elas tenham tempo livre (livre de verdade) e além disso que tenham alguém que se interesse por eles e apoie a criança a brincar com coisas diferentes e de maneiras diferentes.

É preciso que essas crianças não cheguem à adolescência e se desmoralizem ou deixem de acreditar que podem criar ou imaginar.

No 2º e 3º ciclo é preciso que os professores dêem alguma liberdade de criação.  Que sejam estimulados a acreditar, motivados a estudar e adquirir conhecimentos em áreas variadas.

Na Universidade os professores, em vez de despejar matéria que vem nos livros ou sebentas, devem primeiro sugerir o que devem estudar e a seguir devem passar a dar aulas de troca de ideias do que foi estudado e tirar dúvidas, deve haver provas mas também trabalhos em que os alunos possam apresentar os seus estudos.

Os alunos têm no professor um orientador, uma base central do seu enriquecimento mas não fica por aí.  Os alunos estudam autónomamente e trocam ideias e conhecimentos com os professores, e estes orientam de forma a contribuir para que continuem os seus estudos e a melhorar no curso que escolheram tirar.

Já muita gente falou nisto e é o que eu acredito e o que acho que deve ser no futuro.  A forma de tornar as pessoas mais criativas e mais ricas.  Mais preparadas para um mundo que muda tão rapidamente.




segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Juízes para além de objectivos deviam ter prazos!


Os juízes em Portugal para além de virem a ser avaliados por objectivos, deviam ter prazos para dar a resposta aos processos.

Tal como os advogados têm prazos para responder aos juízes, os juízes também devem ter prazos para dar resposta aos processos.

Se os juízes não cumprirem os prazos, fica anotado no curriculum deles e no processo em causa, que ele faltou no cumprimento do seu dever.  Cada um tinha um código que tinha que pôr e ficava bloqueado quando accionado fora do prazo.

O juiz que não cumpria tinha que pedir autorização especial para entregar o trabalho atrasado.

Além disso como as finanças estão sempre à procura de ricos, de pessoas com sinais exteriores de riqueza, porque não verificar o estilo de vida dos juízes.  Julgo que as finanças podiam ter algumas surpresas.

Num terramoto o que se faz?



A propósito de António Costa, Presidente da Câmara de Lisboa, aparecer na revista (Notícias Magazine) do jornal Diário de Notícias, neste sábado dia 28 de Outubro de 2012.

Vários tremores-de-terra que têm acontecido no mundo e o que ocorreu este fim-de-semana ao largo do Canadá.  Havai tinha ameaça de tsunami.

E nós?

Falam de António Costa, que aparece todo contente com as suas rotundas, Intendente e o Terreiro do Paço.

Fica no ar que se vai candidatar novamente.

O que foi feito para preparar Lisboa para um tremor-de-terra? 
 Tem coordenado alguma coisa?  
Alguém na Câmara de Lisboa tem pensado se existem bons acesso para poder salvar as pessoas?

Claro que não são só as câmaras municipais que tratam disso, mas também são responsáveis, uma vez que a organização da cidade está sobre a sua tutela (as obras, os obstáculos etc de uma cidade), podem ajudar ou prejudicar em caso de um terramoto.

O que se faz?

Se a terra tremer, pelo menos, em Lisboa lembro-me logo de pelo menos três sarilhos:

- O Bairro alto que tem ruas fechadas ao trânsito e a zona do Castelo também.  Em caso de tremor de terra como vão funcionar aqueles obstáculos eléctricos?   Se os bombeiros ou ambulâncias quiserem entrar e as máquinas estiverem avariadas ou "torcidas" pelo movimento de terra o que se faz?  Quanto tempo demora a conseguir tirar aqueles tubos que podem ficar encravados?

- O que acontece a todas as crianças e bebés que estão em escolas e cresces?  Os professores sabem o que fazer?  E os pais vão os buscar ou não?

- Os acessos e as condutas de gás da cidade são fiscalizadas de forma a estarem em boas condições.

Eu acho que pela história da cidade de Lisboa o presidente da câmara António Costa devia falar sobre o assunto, e o que tem feito para melhorar a cidade nesse sentido.

A fiscalização às construções novas tem sido séria? 

A Av. da Liberdade com as alterações tem previsto um plano para se for necessário bons acessos para salvar vidas?  

Só uma vez à 7 ou 6 anos, recebi um panfleto na caixa de correio, que explicava o que se devia ter em casa. estava bem feito.  Guardei durante algum tempo e depois transcrevi as listas do que devíamos fazer e ter à mão para sair rapidamente de casa e tenho preparado algumas coisas para esse caso.  Sei que não era da Câmara Municipal mas como não tenho não posso dizer qual foi o Ministério que foi responsável.

Pensei que voltavam a repetir, mas nunca mais apareceu nenhuma informação.

Acho muito importante as crianças serem treinadas para o que se deve fazer.  Sei que no 4º ano e 6º ano falam levemente na escola sobre o que fazer, mas acho que deviam mesmo ter exercícios, as crianças aprendem muito melhor com exemplos.

As escolas sabem o que fazer com tanta criança?

Os pais devem ir buscar as crianças.  Se for assim pode ser muito complicado.  Uns pais vão outros não.  Outros vão todos ao mesmo tempo e estarão com pressa e histerismo para saírem com os seus filhos rapidamente dali.

Já estou a ver António Costa a não querer falar porque ia alarmar as pessoas e isso dava um ar desagradável.

Ao menos no Intendente, está previsto o que fazem se houver um tremor de terra? 

O problema é que é um assunto sério que um dia podemos ter que encarar, e com o que se sabe hoje em dia, podíamos estar muito mais bem preparados e serem poupadas muitas vidas.

Pode-se falar muito mais sobre este assunto, e provavelmente volto a falar sobre isto no futuro, mas por agora fica um alerta de três coisas que me ocorrem e não vejo ninguém a falar sobre isso.

 Temo que os tremores de terra não sejam falados nem preparados pois não quererem se comprometer com um plano que não esteja realmente bem concebido.  Se for o caso, é tipico do povo português uma certa preguiça em planear de forma a não se comprometerem e irem ao fundo dos problemas.

Se acontecer e o plano não resultar existem responsabilidades.  Se não houver plano é porque ainda estava a ser feito.

Acho que António Costa não devia aparecer numa pré-campanha quando tem tanto para fazer e não faz.

Já para não falar da incompetência da Câmara  Municipal em ter as ruas mal tratadas e sujas.

 Zonas nobres da cidade com problemas nas ruas que não se compreende, estão assim à imenso tempo.

Junto à Assembleia da República a Av. D. Carlos I é uma vergonha, o piso está todo irregular.  Os carros tremem imenso.  Já está assim pelo menos à 3 anos.  Não se compreende!

Junto ao Miradouro de São Pedro de Alcântara o piso está péssimo à vários anos!





quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Análise de risco nos livros de culinária. Porque não?


Os livros de culinária são fantásticos, são lindos e têm muito bom aspecto.

O problema é que quando queremos fazer uma receita, temos pelo menos 2 problemas:

 - A noção de q.b. que faz com que alguém que não tenha muita experiência de cozinhar fique logo com dúvidas, qual é a quantidade do quante baste.
- Outro problema é que, a receita pode até estar bem explicada mas não costumam ter o que pode correr mal.

Muitas vezes não arrisco, porque já sei, que se correr mal, não vou ficar a saber aonde errei, e assim não vou aprender a fazer bem.  Ir por tentativas até ficar bem não é muito viável, não há tempo.

Tanta coisa pode correr mal...

Enfim percebo que os chefes queiram mostrar a sua arte aos seus pares mas, quando estão a fazer um livro para o comum dos mortais, têm que explicar partindo do principio que quem está a ler sabe pouco ou nada.

Assim proponho:

- Que os livros de culinária passem a ter uma análise de risco do que pode correr mal.  Isto é prevejam quais os maiores riscos que podem ocorrer (ex. mousse ficar com liquido no fundo) e expliquem o que em vários cenários o que correu mal ou que pode correr mal e o que se deve fazer para não correr esse risco.

Se não quiserem escrever muito até pode ser um mapa como acontece com as avarias possíveis das máquinas: 


Riscos mais comuns - aspecto ou sabor - Como evitar


O que correu mal  -  Causas  -  O que fazer para corrigir 

- Outra proposta é que os livros venham acompanhados com um cd para quem queira ter as receitas no seu computador o possa fazer.  Claro que com limitação de uso (licenças), mas o ideal seria poder "descolar " uma receita do livro e colocar no seu computador ou Iphone etc.  Poder ir a cada receita pelo índice.  

- Algum cozinheiro mais generoso podia pôr o seu e-mail para alguém que queira tirar uma dúvida o poder fazer.

- O cd podia ter a tradução para outras línguas.  Com tantos turistas, eles podiam comprar o livro em português mas sabiam que o cd tinha a tradução das receitas. 

Enfim acho que os cozinheiros deste país ganhavam muito em novas edições dos seus livros adoptassem algumas destas sugestões.



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Arquitectos!? Quais os melhores?


Para mim os melhores arquitectos
Têm bom senso
Têm bom gosto
Têm a noção de qual vai ser a funcionalidade da sua construção
Já deram provas de serem bons técnicos por causa das estruturas e conhecer bem os materiais.
Têm a noção de qualidade
Têm experiência de vida

Toda a gente que vive numa casa, consegue perceber as qualidades e os defeitos da sua casa (uns mais do que outros).
Conforme a experiência de cada um a procurar casa e a experiência das casas aonde viveu, vai podendo apurar o que prefere que uma casa tenha.
Daí muitas vezes as pessoas pensarem em construir a sua casa à medida do que querem.

Muitas pessoas avaliam o arquitecto apenas pelo seu gosto ou pela sua popularidade.

Muitas pessoas avaliam o arquitecto pelos materiais de construção que utilizam, se ficam bonitos ou não.
Muitas pessoas com este tipo de avaliação já fizeram muito más escolhas.
Outras vezes já viram tanta coisa má que sabendo o que falha, aceitam as menos más.
Mas não era preciso ser assim!

Principalmente para viver é preciso que a casa tenha umas condições mínimas para dar vazão às necessidades de quem aí habita.

As condições minimas nos tempos que correm em que já se sabe tanto deveriam ser melhores para todos.

Não é por serem caras ou consideradas de luxo que foram bem pensadas.  Este problema atinge todos.

Em Lisboa pelo menos conforme fui conhecendo casas e vivendo noutras, fui sintetizando o que falta normalmente e chego sempre à conclusão que quem projecta e constrói, ou não tem bom senso ou está-se a "ralar", com a continuidade e utilidade dos edifícios.


Quando alguém escolhe o curso de arquitetura quer fazer casas bonitinhas com "muita estética" ou quer realmente fazer a diferença na qualidade de vida das pessoas?

Uma das coisas que se notam de falhas mais prementes:

Falta de sitio para secar roupa (secador não resolve tudo, nem por sombras),
Falta de isolamento de ruído,
Má iluminação,
Má distribuição de espaços de arrumação,
Vidros a mais,
Escolhas que tornam difícil a limpeza da casa,
Já para não falar nos espaços a contar com deficientes.
Muitas escadas na entrada.
etc.

Uma família mais pobre e mesmo remediada, não pode gastar electricidade a secar roupa.  Precisa mesmo de espaço para pôr roupa a secar.  Com o clima que nós temos é inacreditável ser necessário o recurso a energia eléctrica para secar roupa por o arquitecto achar um espaço supérfluo.  Mesmo os secadores de roupa não secam tudo, nem toda a roupa pode ir para o secador.

A minha sugestão e acho mesmo que devia acontecer nos cursos de Arquitectura:

Os jovens para acabar o curso deviam ter de fazer um trabalho sobre a necessidade das diferentes famílias, e tipologias de casas necessárias, para perceberem que não é só a estética que interessa. Teriam de apresentar prova que conheceram mesmo as diferentes casas e famílias e souberam o que corria bem e mal nessas casas.
Julgo que depois de conhecerem na prática estarão muito mais sensibilizados para o que é viver numa casa bem pensada ou não.

Tal como os hotéis e hospitais têm muita coisa standartizada, devia acontecer nas casas em mais coisas do que já acontece hoje em dia.  Não era fazer caixotes, mas a estética só devia aparecer depois da funcionalidade estar garantida.

A vida das pessoas, o seu dia a dia durante anos e anos, pode ser muito mais agradável ou não mediante as escolhas e decisões dos arquitectos. 

Eles deviam ter presente que o objectivo não é serem reconhecidos pelos seus pares. mas sim com a satisfação de quem habita e utiliza os seus espaços projectados.  E o seu reconhecimento será feito em torno de um bom trabalhado apresentado e não de campanhas de marketing constantes.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Máximas para ser um bom professor?

Um professor deve ser:

Confiante,

Disciplinado,

Justo,

Cumpridor dos horários,

Ensinar mostrando entusiasmo pela matéria,

Saber variar a forma de dar as aulas,

Cativar os alunos com ideias ou exemplos interessantes e diferentes,

Mostrar-se disponível,

Conseguir dar atenção aos alunos e procurar conhecê-los de verdade no seu estilo e forma de ser, dentro da sala de aula claro.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Viagens porquê?


Existem várias motivações para fazer uma viagem.

Muitas viagens são descritas e muitas ficam por descrever.

Viagens de trabalho ou por uma obrigação específica, falemos das viagens por gosto.

Uma viagem para mim é sempre um gosto.  Quer seja:
Feita num sonho
Através de uma história de livro
Ou deslocando-nos para um sitio diferente dentro ou fora do nosso país.


Sair de onde estou e ir ver coisas novas é sempre fantástico. Ou até mesmo repetir alguns sítios de que fiquei a gostar.

Já encontrei diferentes motivações para alguém fazer uma viagem  (de turismo):

- Por curiosidade de ver novos sítios, paisagens, museus e experimentar novas gastronomias etc.

- Para poder fazer compras e talvez a alguns espectáculos,

- Para conhecer e tirar fotografias diferentes e espectaculares.

- Mostrar uma cidade ou uma região a quem se gosta.

- Por vezes o mais surpreendente são aquelas pessoas que viajam e parece mais que é apenas para pontuar mais um sítio ou país no seu "curriculum".

Os preparativos para uma viagem são um gosto, um prazer e o regresso são as recordações do que vimos e sentimos que nos vão acompanhar para uma vida.

A reacção de quem chega de uma viagem também é diferente:

- Uns descrevem com gosto e vão até ao pormenor, passam-se momentos muito simpáticos nessas alturas.

- Outros parecem que tudo tem que ser tirado a "saco a rolhas" sem grande prazer nem interesse, normalmente são aqueles que viajam mais para pontoar.

Há pessoas que nota-se que ficaram mais ricos com a experiência vivida, outros parece que não foi nada de especial embora toda a gente acharia esse destino fantástico.

Existem pessoas que dizem que é o mesmo ver as paisagens nos livros ou televisão e agora muitos dizem "está tudo na internet" não vale a pena viajar a não ser por obrigação.

Já me aconteceu ir num grupo de amigos e estarmos perante uma paisagem de tirar a respiração e alguém dizer:  "sem um cafezinho nem consigo olhar".  O meu coração caiu naquele momento. Nunca mais olhei para essa pessoa da mesma maneira.

Enfim há gostos para tudo e maneiras de ser diferentes mas lá está:
A curiosidade
O gosto de "saborear" bons momentos.
O querer olhar, cheirar, degustar, etc. 

É tão diferente de pessoa para pessoa.

Há pessoas que talvez nasçam com esse gosto, outras foram educadas a respirar e sentir os cheiros diferentes, a gostar de ver as estrelas a lua e até a luz de cada sítio.
Outras pessoas perdem, quando não lhes ensinaram e elas não se esforçam por aprender a aproveitar os diferentes aspectos que podemos captar de cada sítio.
O cheiro a terra molhada muitas vezes muda e outras vezes faz-nos lembrar outros sítios.

Para mim viajar deve implicar "crescer" mais um bocadinho, no sentido que nos enriquece e faz-nos guardar na memória momentos bons.


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Porque é que os Jornais estão a "morrer"?



A propósito da possível venda do grupo Controlinveste a angolanos, principalmente o Diário de Notícias.


Quando eu era pequena via os meus pais a ler jornais.  O meu irmão já mais velho lia a Bola e os outros.

Quando fiquei adolescente achei que era importante começar a ler os jornais que apareciam lá em casa.  

Rapidamente desmoralizei.  

Para alguém que não está habituado a ler é necessário perceber o que lá está.  Do que é que se fala.

 Os Jornais em geral, embora haja uma regra muito importante para escrever as notícias que é o aonde, quando e como (mais ao menos isto), não são facilmente legiveis.

Para um adolescente ler o jornal é necessário um adulto ou alguém mostrar-lhe alguma noticia que lhe desperte o interesse. 

As outras noticias para um jovem são preciso traduzir,  explicar o porquê daquelas noticias se não a maior parte não fazem sentido, faltam muitos elementos e rapidamente perdem o interesse.

Isto tem acontecido ao longo de decadas e agravou-se com o surgimento da internet.

Se os jornais não cativam novos leitores, como querem ter mais pessoas a ler os jornais, criar o hábito e o gosto.

Nas escolas devia haver nas bibliotecas alguns jornais (sem pornografia claro).

As professoras de português não podem mostrar porque os textos, sem os miúdos saberem o que se está a passar não fazem sentido.

Como é que uma pessoa se quer informar pode fazer? 

 Claro que hoje em dia pode ir à internet, mas pode não saber como procurar.

Para mim os jornais seriam um polo de atracção se conseguissem ter pequenos resumos ao lado das noticias  para enquadrar quem chegou de novo.

As folhas sobre os mercados do ouro, cobre, cereais etc. deviam ter uma explicação mais bem preparada.

As páginas com as cotações da bolsa  não são atractivas e não explicam.

No fundo os jornalistas deviam preparar os jornais para alguém que precisa de ficar sintonisado rapidamente para compreender a continuação da história.

Quem tem o hábito de ler os jornais está a morrer.   E não se cativam os futuros leitores.

Não é com bugigangas que se cativam novos leitores.

Cativa-se novos leitores se lhes criarem o gosto e suscitarem a curiosidade.

Os bons cábulas se calhar seriam bons conselheiros para fazer melhores jornais. 

No fundo os jornais deviam ser os bons alunos, que antes de um teste conseguem sintonizar o colega cábula a resumir a matéria de forma a ele conseguir safar-se nos testes.

Encher folhas de pessoas a dar a opinião não é atraente.

Para mim  da geração dos 40 e tal , ainda vejo e leio o jornal, porque tive quem me explica-se e conversa-se comigo sobre o que lia mas mesmo assim muitas vezes fico aborrecida porque não está bem explicado.

O The Economist para perceber realmente e estar sintonizada.  Mas demorei muito a ficar cativada.


 No fundo os Jornais são telenovelas que não mostram os capitulos anteriores de uma forma resumida.  
Como não se pode ver os jornais anteriores os jovens perdem o interesse.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Como se tomam decisões?


A propósito da tomada de decisão de Paulo Portas.

A tomada de decisão está presente em diferentes formas e em diferentes momentos.

A Decisão tem sido estudada ao longo dos tempos, mas foi apartir dos anos 60 com Amos Tversky e Daniel Kahneman, que a teoria da decisão começou a ser estudada de uma nova vertente e mais aprofundada.

Em Economia, Gestão e Engenheiria muitos modelos que ajudam às decisões são estudados muitas vezes associados à análise de risco e são instrumentos fundamentais.

Também na justiça a forma de julgar de um juíz tem muito ver como ele pondera e analisa todos os elementos.
A forma de defesa de um crime pode ter a ver com a forma e como foi tomada a decisão para gerar aquele comportamento.

Segundo o que se sabe até agora, conseguiram descernir que temos dois tipos de decisão:  As instintivas e rápidas e as ponderadas que exigem algum tempo, muito bem explicado por Daniel Kaheneman.

As decisões instintivas - são todas aquelas que nós não precisamos de pensar, damos logo resposta ou actuamos logo.  Já temos ou não, um conhecimento acumulado que nos permite saber o que fazer no momento, costuma-se dizer "nem pensei duas vezes", mas no fundo em muitas decisões já nós estavamos preparados para as tomar.  Outras vezes é a forma de ser que perante uma situação nova reagimos de determinada maneira.

As decisões ponderadas - são aquelas decisões em que nós temos que pensar, no fundo paramos para pensar e procuramos ter o máximo de informação.  São decisões em que existe sempre uma parte que não temos informação, um certo imprevisto do que pode acontecer.

A decisão tem muito a ver com a pessoa que a toma, a sua forma de pensar e a sua experiência. E a decisão  existe num momento associado a incertezas.

Existem decisões muito difíceis, e que muitas vezes acabam por gerar problemas ou danos, e outras que correm bem.  Tem sempre um nível de risco a tomada de decisão.

Imensas vezes, políticos e outras pessoas, defendem-se a dizer que, no momento da tomada da decisão mediante a informação que tinham a decisão parecia a mais acertada.  Resta saber se a informação dísponivel era a mais certa a mais completa que se podia ter no momento.  Como aconteceu?

A tendência é cada vez mais usar-se a tomada de decisão, como um instrumento de defesa do comportamentos das pessoas.

Por vezes até para se defenderem, usam a teoria da decisão (consciente ou inconsciente) para dizer que naquele momento tomaram aquela decisão porque com a informação que tinham era o que parecia mais acertado, por exemplo Tony Blair na decisão sobre entrar ou não na guerra do Iraque.

Como cada vez se estuda e aprofunda mais a ciência comportamental a tomada de Decisão está muito em voga.

Existem inúmeros modelos e alguns livros que ajudam a perceber.

Muitas decisões conseguem ser justificadas e outras não, mas não há dúvida que cada vez mais a forma de tomar decisões tem vindo a ser mais escalpelizada.  Os políticos e seus conselheiros têm consciência disso e têm utilizado para sair de variadas situações.

Portas precisava de demorar 3 dias?  Não.  Mas se calhar para ele fez sentido...

Para mim a forma de tomar decisões depois de ler mais sobre o assunto, ajudou a minha forma de estar mais atenta e consciente do comportamento humano.

Como se tomam decisões?  É realmente uma pergunta que muita gente faz.

A escolha de quem deve ter uma determinada função pode depender da forma como essa pessoa toma as suas decisões, a sua experiência ou não etc.

Por ex:
- se for algúem que tem de dar o alerta em caso de um incêndio, será uma pessoa que primeiro tenta apagá-lo sózinha ou chama logo os bombeiros.

- é as senhoras da caixa tomam a decisão de chamar outra colega para abrir uma caixa conforme ela achar que está muita gente ou pouca.
Muitos serviços utilizam a teoria das filas de espera, a chefe disse-lhes o número de pessoas que a fila deve ter para se abrir uma outra caixa, e elas decidem contar quantas pessoas, ou elas conforme vêem muita gente tomam a decisão de chamar um colega.
Agora depende se for uma mais experiente quase que não olha e institivamente chama a colega para abrir outra caixa.
A eficiência vai variar no número que cada uma das senhoras da caixa acha que é viável para pedir ajuda  (tomar a decisão de chamar uma colega) para despachar mais depressa.


A  Teoria da tomada da decisão é fascinante!


Livros que me fascinaram:

"É Melhor Repensar - Por que bons líderes tomam decisões ruins e o que você precisa saber para não fazer o mesmo" - Sydney Finkelstein, Jo Whitekead e Andrew Campbell -( tradução) Elsevier Editora Ltda. 2009


"OLivro da Consciência  - A Construção do Cérebro Consciente" de  António Damásio (vencedor de inumeros prémios) - do Círculo de leitores, Setembro 2010

e mais recentemente:

"Pensar Depressa e Devagar" de Daniel Kahneman (vencedor do Prémio Nobel da Economia em 2002 pelo seu trabalho em Psicologia relativo à tomada de decisões) - (tradução) do Círculo de leitores março 2012

Youtube - António Damásio a descrever o que faz tomar a decisão. Muito bom.http://www.youtube.com/watch?v=1wup_K2WN0I





quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Pontualidade porquê?


A propósito da  Ministra da Justiça dar como exemplo na alteração do Código Civil de Portugal a necessidade dos juízes e o resto da "malta" chegar a horas a um julgamento.

Esperemos que isso não seja a medida mais dura que arranjaram.

Ter que dizer aos juízes que é fundamental chegar a horas.


É fundamental, devia ser óbvio, é uma vergonha para um país, mas ainda bem que estão a fazer.  


Para o cidadão a pontualidade em relação aos juizes tem ainda  mais importância que haja prazos para os juízes resolverem as coisas e serem penalizados se os não cumprirem.

Na justiça qualquer pessoa em Portugal sabe que, quando mete um processo em tribunal não faz a menor ideia de quando vai ter resposta ao seu problema, isto é quando vai acabar.

Para quê Pontualidade?

Para que tudo seja feito a tempo e horas.
Para haver mais produtividade 
Para respeitas outros e eles nos respeitarem e isso gera melhor ambiente entre as pessoas.
Para a nossa vida ser organizada e termos menos stress.

Se houver pontualidade sabemos com o que podemos contar.

Porque é que em Portugal não existe normalmente?

Porque em Portugal a pontualidade é vista como um capricho.
As pessoas acham que fica melhor chegar 5 ou 10 minutos, atrasados aqueles que se acham pontuais.
Existe até uma forma de pensar que chegar a horas é mau, é irritante.

Os relógios de ponto existem por um lado para controlar a hora de chegada mas em grande parte  para dizer que existe a obrigação de chegar a horas.

Claro que o relógio de ponto se todos fossem respeitadores não era necessário, mas é uma forma que foi arranjada pelos empregadores de controlar o cumprimento de um dever do empregado que é de chegar a horas.

Na maior parte dos serviços as pessoas ou amigas picam o ponto e isso não significa nada.  Pelo menos a cafezinho é o passo a seguir a picar o ponto.

O problema é que em Portugal existe muito o espirito que chega-se ao trabalho e tem que se ir tomar um café primeiro antes de começar portanto logo aí já atrasam o seu inicio.  Ao almoço também não respeitam a hora de chegar.  

Chegam do almoço e mais uma vez a seguir vão tomar o café ou ficam a conversar sobre o que lhes aconteceu no almoço.  Só depois começam a trabalhar.
O pior é que muitas vezes não existe pontualidade mesmo quando é um serviço com atendimento ao cliente.

Se o cliente chega ou telefona logo na abertura do serviço a maior parte das vezes não é tão bem atendido porque algo ainda não está preparado.

Existe um sem número de razões que qualquer um consegue lembrar.

Só por si pontualidade significa pouco mas já é um indicio grande da atitude da pessoa em causa.

O mais grave é que quem não é pontual acha que não é nada de especial. devia  Para eles devia haver uma meia hora de margem para chegar na hora.  Pensam sempre que com eles o atraso tem razões para acontecer e os outros é que estão mal, não percebem.


Os serviços atrasam-se todos por ex.:
- Esperar horas pelos médicos.
- Os médicos receberem doentes atrasados, vai atrasar todos os que vêm a seguir que até chegaram a horas.
- Os transportes não andarem a horas, todos até os aviões, por vezes provocado por passageiros. 
- As reuniões ficarem encavalitadas, porque houve uma reunião que se atrasou, porque o chefe chegou tarde e já se vai chegar tarde à reunião seguinte, e todos dessa sala que compareceram à reunião do chefe atrasado também vão chegar tarde a todo o lado.
- As crianças não chegarem atrasadas aos colégios (os professores conseguiram chegar a horas porque é que os pais das criancinhas não).
- Os empregados numa fábrica com linha de montagem percebem ou deviam perceber bem a diferença de um colega se atrasar.
- Um agricultor que não é pontual a semear na época certa ou a apanhar a cultura na época certa percebe.
- Um pagamento que não é feito na data pontual cria prejuízos.
- etc.


Considero portanto que a Pontualidade é importante e não um capricho.

Beneficios da Pontualidade
Disciplina
Eficiência
Confiança
Respeito
Aumento de Produtividade